Editorial
A muito pouco tempo de fechar esta 11ª edição da Alameda Digital nem de propósito dedicado à relação entre Tradição e Modernidade, chega-nos por intermédio do jornal espanhol Libertad Digital a notícia (datada de 26 de Novembro) de que, no âmbito dessas disciplinas de “Educação para a Cidadania” agora muito em voga nesta Europa cada vez menos recomendável, uma professora (que certamente será promovida em breve...) terá “ensinado” aos seus alunos que, antes de “escolherem a respectiva opção sexual”, teriam os miúdos que experimentar todas as disponíveis no mercado – só então estando habilitados a escolher o caminho a seguir.
Naturalmente, ao tomar contacto com uma barbaridade deste calibre, o leitor sensato ficará dividido entre a incredulidade, a anestesia e a revolta. Mas convém recuperar rapidamente do choque porque o caso é sério e desta feita o mais certo é não demorar – podem escrever! – vinte anos a chegar a este cantinho à beira-mar quase naufragado, para utilizar as sábias palavras do nosso amigo Walter Ventura. Com efeito, afigura-se ser cada vez mais difícil inverter, no âmbito do ensino público, o caminho a cada dia mais evidente de lavar os cérebros dos nossos petizes, preparando-os para a futura aceitação entusiástica de todo o tipo de alucinações "fracturantes". Em paralelo, é também cada vez mais notória a necessidade de fomentar uma verdadeira liberdade de ensino, isto para que os nossos filhos estejam livres de “aprender” todas as barbaridades que o jacobinismo mais primário lhes quer vender. E enquanto se faz o caminho, ainda bem que existe a Alameda Digital. Notícias como esta que agora nos chega de Granada servem também para nos lembrar que é indispensável prosseguirmos, alertando e despertando consciências.
E isto dito, termino com votos de um Santo Natal a todos os leitores e colaboradores, enquanto os militantes tempos que correm nos forem permitindo alguma fé – na data e no futuro.
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