Ano II - Nº 10, Novembro/Dezembro de 2007
Alameda Digital
Tradição e Modernidade
A síndroma da ofensiva de Tet na segunda guerra do Iraque

por Abel Morais

Cette bataille est totalement perdue, mais il n’est que deux heures. Nous avons encore le temps d’en gagner une autre”

General Louis Desaix a Napoleão, em Marengo

A guerra do Iraque está perdida, como perdida estava há muito a guerra do Vietname quando os Estados Unidos retiraram de Saigão em 1975. Este é o argumento central dos sectores que nos EUA reivindicam uma rápida retirada militar do Iraque, insistindo numa comparação da actual situação neste país com o sucedido no conflito na península indochinesa, em especial após a ofensiva de Tet, em finais de Janeiro de 1968.

Na noite de 30 de Janeiro de 1968, unidades vietcongues apoiadas pelo exército do Vietname do Norte lançam um ataque geral sobre várias regiões do Vietname do Sul e sobre a sua capital, Saigão. Com excepção desta cidade e das de Hue e Khe Sanh, a ofensiva é neutralizada com relativa rapidez. Os combates prolongam-se apenas em Khe Sanh até ao início de Abril; nos restantes casos, a situação fica resolvida antes do final de Fevereiro. A ofensiva de Tet é uma derrota militar em toda a linha para o Vietname do Norte, para Nguyen Giap, que a concebeu, e para os vietcongues, que são praticamente aniquilados.

Apesar da vitória militar, a percepção da opinião pública nos EUA é a de que as suas forças tinham sido apanhadas desprevenidas – o que é parcialmente verdade – e sofrido um revés. Uma percepção ampliada pelas reportagens nos media americanos, que exibem principalmente imagens de cidades destruídas e operações de evacuação de militares americanos feridos ou mortos. Percepção que mais se confirma com o pedido feito em seguida pelo comandante americano, general William Westmoreland, de reforços terrestres e aéreos para o Vietname. Então, como hoje, surge uma campanha a estabelecer um paralelo entre mais tropas e fracasso no terreno e a inutilidade de qualquer esforço militar. Assim, apesar da derrota que foi a ofensiva de Tet para a estratégia norte-vietnamita, através do pessimismo dos media americanos e da falta de vontade política do então presidente Lyndon Johnson, o que foi perdido nas selvas e cidades do Vietname, acabou por ser ganho em Washington. A partir deste momento, e atendendo à natureza do regime sul-vietnamita, às suas tensões internas e instabilidade, às condições das suas forças armadas e respectivas opções tácticas, a queda de Saigão transformou-se num desfecho inevitável.

É o paralelismo com esta situação que se pretende estabelecer hoje a propósito do Iraque, a que não falta sequer a referência ao número de baixas, sempre citado pelo número total de mortos e insinuando a natureza insustentável e desnecessária de perda de vidas de militares americanos. Não negando a dimensão das baixas – é da crise iraquiana no contexto das decisões políticas americanas de que se fala aqui –, a sua expressão não ultrapassa a média de dois mortos por dia desde o início da guerra, em Março de 2003. Como termo de comparação, refira-se que morrem por ano mais de 40 mil pessoas nos EUA em acidentes de viação.

Mas existe um elemento de verdade no diagnóstico que sustenta a equivalência entre a presente situação no Iraque e o sucedido no Vietname. Pelo número e extensão dos erros cometidos pelos EUA, após a derrota do regime despótico de Saddam Hussein.

Desde logo, os erros políticos. Foram desmobilizadas as forças armadas e de segurança iraquianas – criando-se um total vazio de poder; procedeu-se ao saneamento do Estado de todos os elementos ligados ao partido Baas, revogou-se a legislação em vigor – bloqueando-se o normal funcionamento do aparelho administrativo, dos processos de decisão e gestão corrente, num país em que permanecem presentes redes e regras de solidariedade clãnica, tribal e religiosa, que viram assim reforçado o seu papel social. Estes dois factos traduzem, na prática, a destruição do aparelho de Estado central no Iraque, o completo vazio legal e permitem o aparecimento ou o ressurgir de tendências centrífugas e autonómicas, ao mesmo tempo que alimentam a expansão da delinquência comum.

Procurou-se construir uma realidade política no Iraque, como se este país fosse a Alemanha ou o Japão no final da II Guerra Mundial, e a partir de um grau mínimo de compreensão não só do Iraque e das suas linhas de fractura internas, ignorando a conjuntura regional, em que sobressaem os “naturais adversários” dos EUA que são o Irão e a Síria, as preocupações turcas com a questão curda e a situação geral no Médio Oriente. Ignorou-se, em Washington, que os EUA são hoje vistos como instrumento dos interesses israelitas e que a sua reputação no mundo árabe, como vem sendo explicado há quase duas décadas na Europa e nos próprios EUA, está comprometida por este facto.

A destruição do aparelho de Estado e a ficção de uma nova realidade política no Iraque e da sua transformação cultural a partir de um pressuposto ideológico ocidental de fraca correspondência no mundo árabe – a ideia de democracia representativa e todas as suas implicações – produziram apenas a multiplicação de conflitos políticos, a insegurança social, o agravamento de tensões religiosas (entre árabes xiitas e sunitas), étnicas (entre árabes e curdos) e a criação das condições para a fragmentação da entidade política que foi este Estado do Médio Oriente. Assistiu-se à aplicação do princípio da tábua rasa sobre uma realidade em que são descurados os elementos religioso, tribal, o nível de desenvolvimento económico, as referências culturais e a tradição como fundamento de organização de um grupo humano, a complexidade das relações sociais e a disparidade na distribuição de riqueza num espaço preenchido por inúmeras tensões e regras de interdependência, cujo cumprimento ou não pode significar a vida ou a morte.

Neste processo não parece ter existido qualquer perspectiva de compromisso com as referências tradicionais da sociedade iraquiana. Por isso, desde cedo, os americanos ficaram isolados, sem reais aliados políticos, presos a um cego programa de engenharia político-cultural, muito pouco condizente com uma Administração que reivindica princípios incompatíveis com o voluntarismo ideológico.

No plano militar, ao sucesso da campanha Shock and Awe e à natural derrota das forças armadas iraquianas, sucederam-se os erros de avaliação e as decisões que mostram um optimismo criminoso – pela situação que gerou em baixas americanas e em baixas iraquianas, principalmente civis: mais de 650 mil –, uma total incompreensão da história militar e das lições a retirar de outras insurreições. Veja-se o caso da insurreição comunista na Malásia, entre 1948-56, ou as primeiras insurreições na Argélia francesa, no século XIX, para um desenvolvimento oposto ao sucedido no Iraque.

Sobre o número de vítimas civis iraquianas, que, situando-se no patamar das 600 mil, corresponde a cerca de 3% da sua população total, estimada em pouco mais de 22 milhões de pessoas, refira-se que estas mortes resultam, sobretudo, da violência sectária confessional e do terrorismo da Al-Qaeda, apontado principalmente à comunidade xiita.

O Departamento de Defesa recusou desde cedo o número solicitado de efectivos para garantir uma real ocupação e condições de segurança adequadas no Iraque. Este erro, imputável à equipa de Donald Rumsfeld, vai precipitar os acontecimentos que culminam com a percepção de um desastre militar ao retardador, notória no final de 2005. Viveu-se um momento em que “os generais permaneceram em silêncio enquanto os estadistas envolveram a nação numa guerra sem concederem os meios necessários” para o combate – por isso, os segundos “partilham da responsabilidade dos resultados”.

A preocupação com a alta tecnologia, a opção por campanhas rápidas travadas com um número restrito de efectivos equipados de forma sofisticada, impediu que, na segunda guerra do Iraque, tenham sido envolvidos os recursos necessários para garantir, no pós-Saddam, a condição básica da afirmação da vitória: a capacidade de manter a segurança do território e das populações locais, assim como de manter um alto grau de visibilidade e afirmação do exército ocupante. Assim, “depois de falharem na previsão das condições de combate no Iraque, os generais americanos [e a maioria da liderança política] falharam na adaptação aos desafios da insurreição”. Este conjunto de circunstâncias determinou a percepção de uma derrota americana no Iraque, tal como sucedera quase meio século antes no Vietname. Uma percepção reforçada na opinião pública nos EUA pelo aumento de baixas americanas em 2004 e 2005 e pela desadequação do discurso de Rumsfeld e, parcialmente, de George W. Bush sobre os factos no terreno, como na guerra do Vietname as reportagens e o pedido de tropas feito por Westmoreland contrariaram na percepção do americano médio a ideia de que Hanói e a guerrilha tinham sofrido um importante revés em 1968.

Devido às opções do Departamento de Defesa, os oficiais americanos vêem-se forçados a reduzir as missões básicas de patrulha e segurança no terreno, abrindo as portas à organização e livre movimento da guerrilha e dos grupos terroristas. Mais tarde, perante a intensificação das acções destes grupos, comete-se o clássico erro de colocar as tropas em grandes bases isoladas de qualquer contacto com a população local, já de si muito reduzido devido à barreira linguística e à atitude cultural do soldado americano. Perante o intensificar de ataques com engenhos explosivos improvisados e de atiradores furtivos, são reduzidas as missões de patrulha. É neste momento – 2005 – que um clima de guerra civil e de total ausência da autoridade central se torna evidente no Iraque. Uma conjuntura que vai permanecer ao longo de 2006.

As forças americanas tinham perdido a iniciativa, estando cercadas por uma atmosfera de guerra civil e debilitadas em resultado dos erros acumulados desde o derrube do regime de Saddam. A guerrilha e terroristas da Al-Qaeda actuam livremente em largas regiões do país e a maioria da população entende que depende mais das milícias organizadas por si do que pode confiar num aparelho de Estado quase inexistente ou sob controlo, na perspectiva sunita, de grupos adversários.

Após a destruição do aparelho militar iraquiano, houve uma batalha que foi mal travada – pela ignorância e optimismo irrealista de elementos da Administração de George W. Bush, entre os quais alguns conselheiros do círculo neoconservador. Hoje, trava-se uma outra batalha, com número suficiente de tropas para garantir a ocupação, ao mesmo tempo que está em curso a reconstrução do aparelho de Estado (ainda que sob o aspecto político permaneçam legítimas dúvidas sobre a capacidade de manter um Estado único nos limites geográficos do Iraque). Procede-se ao isolamento, desmoralização e neutralização ou cooptação de adversários. Tornou-se possível viver em Bagdad sob uma situação de normalidade controlada, em que o quotidiano não está determinado pela actuação dos grupos terroristas.

No plano militar, as forças americanas – e em menor medida, as iraquianas – ocupam o terreno, promovem patrulhas agressivas, diurnas e nocturnas, e operações de ocupação de áreas antes deixadas sob controlo de milícias ou grupos terroristas. A concentração de tropas em grandes complexos está a ser substituída pela sua disseminação numa rede de postos que permitem o controlo de movimentos da guerrilha, a criação de uma noção de segurança ao iraquiano comum e a dissuasão de situações de tensão.

Na cidade de Bagdad, uma área urbana que se desenvolve em extensão, existe actualmente uma malha de postos de unidades americanas e iraquianas em áreas críticas, especialmente nos subúrbios, onde em 2004 e 2005 seria impossível pensar-se na presença de forças do Governo central ou militares dos EUA. Uma opção táctica aplicada desde Março, com a grande Bagdad guarnecida com 34 destes postos. Uma medida só possível pelo incremento do número de tropas americanas no terreno – o que vem dar razão àqueles que desde 2003 reivindicavam um número de efectivos superior ao que o Departamento de Estado estava disposto a conceder.

Reflectindo finalmente as lições referidas sobre os casos da Malásia e da Argélia francesa, a nova estratégia tem produzido resultados ao longo de 2007, tendo origem em esforços desenvolvidos desde 2006. O que prova que teria sido possível evitar os erros de 2004 e 2005. O antigo embaixador dos EUA no Iraque, Zalmay Khalilzad, manteve contactos com facções menos radicais da guerrilha sunita, desde inícios de 2006, numa tentativa de as integrar no processo político ou de obter algum tipo de armistício e de isolar os grupos fiéis à Al-Qaeda. Ao longo do corrente ano está a assistir-se ao isolamento e fragilização da rede de Ben Laden, procedendo o Governo de Bagdad, dominado por grupos xiitas, a gestos que visam devolver alguma medida de influência ou, pelo menos, uma sensação de integração à comunidade sunita. Em Março, o presidente Jalal Talabani, um curdo, e o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, de confissão xiita, anunciaram legislação que permite o regresso ao aparelho administrativo central de antigos elementos do partido Baas, num esforço de afastar estes da guerrilha.

No terreno, o número de ataques a forças americanas está em declínio, quer em termos de acções directas, quer de atentados bombistas. Desde Junho, o número de bombas desactivadas, assim como o número de vítimas de engenhos explosivos, caiu significativamente. O número de ataques suicidas conheceu um claro recuo. Os ataques com morteiros e lança-granadas em Bagdad e, em especial, na área protegida da Zona Verde, também decresceram. O aumento das patrulhas e as acções de busca das forças americanas e iraquianas levou à descoberta e neutralização de esconderijos de armas e munições. O aumento de efectivos nas forças armadas iraquianas é outro factor que permite na região da capital e numa das províncias mais críticas, a de Anbar, a estabilização da situação.

Em Anbar, uma fractura entre os dirigentes tribais da província e os elementos da Al-Qaeda, que se agravou desde 2006, obrigou a organização de Ben Laden a retirar para outras províncias, onde os níveis de cumplicidade locais se têm revelado menores. O que é também devido a um crescente interesse de parte da guerrilha sunita em integrar o processo político na expectativa de corrigir o erro das eleições de 2005, quando os grupos políticos ligados a esta denominação religiosa, mas também com evidentes reflexos sociais e políticos, boicotaram as legislativas e as eleições provinciais, deixando esta comunidade sub-representada a todos os níveis do aparelho de poder.

O processo de reconciliação nacional constitui o principal desafio no plano político, cujo sucesso deve corresponder à cadeia de sucessos obtidos no plano militar. Contudo, a partilha de poder entre a comunidade étnica curda, que domina o Norte do Iraque, e a comunidade religiosa xiita árabe, em maioria no Governo de Bagdad e dominante nas províncias do Sul, e a natureza federal do Estado que resulta da Constituição, aprovada em Outubro de 2005, deixa pouco espaço para concessões aos grupos que insistem na unidade do Iraque e na natureza árabe do seu Estado – e para um nível de concessões que satisfaça a totalidade da guerrilha sunita.

A batalha que pode ser ganha hoje no Iraque pode também terminar num cenário de derrota – à semelhança do sucedido após a ofensiva de Tet (embora no calendário político da época não constassem eleições a curto prazo, como agora sucede) – devido à pressão que os tempos políticos nos EUA exercem sobre a eficácia do actual esforço. Este é um típico caso da “segunda batalha” que Desaix referia, e os seus resultados confirmam que a percepção de derrota em 2005 e 2006 derivava de uma estratégia inadequada.

Mas o problema deixou de ser da esfera dos objectivos e transferiu-se para os ponteiros do relógio político dos EUA. Aqui, o Iraque transformou-se em argumento eleitoral de candidatos pouco capazes de entenderem as subtilezas dos equilíbrios geopolíticos regionais, onde Estados árabes e Irão se enfrentam por um grau acrescido de influência, intensificando-se os conflitos por delegação (os exemplos do Hamas na Palestina e do Hezbollah no Líbano são por si eloquentes do que se joga entre árabes e persas, entre a visão sunita e a visão xiita do Islão, entre outros factores), e onde a Turquia deixou claro quais são os limites aceitáveis de um “Estado” curdo nas suas fronteiras.

Insistir-se num calendário de retirada acelerada só conduzirá a um desastre a prazo. “A insurreição poderia desembocar numa sangrenta guerra civil, com envolvimento da Síria e do Irão”, e violentas retaliações da guerrilha sunita. A saída dos EUA seria considerada uma vitória pelos grupos islâmicos radicais e a mais eficaz arma de propaganda da Al-Qaeda; a intensificação do conflito iria contribuir quase inevitavelmente para nova subida dos preços de petróleo. Este é um cenário que, em termos geopolíticos, seria do agrado de muitos, de Caracas a Moscovo, de Pequim a Teerão, entre outras capitais menos óbvias.

Os objectivos são claros nesta “segunda” batalha da segunda guerra do Iraque. Os EUA não podem retirar sem a certeza de que aquele país não se transforma numa plataforma para acções da Al-Qaeda e seu centro de treino e refúgio; as tensões étnico-confessionais devem ter uma solução política e não conduzirem a um sangrento e interminável ajuste de contas pelos agravos do passado e pela repartição do poder no presente. Por último, deve ficar claro para os Estados vizinhos que, independentemente da solução final para o Estado iraquiano, o seu espaço geográfico não se transforma em campo de manobras e de luta pela influência de terceiros. Este é talvez o aspecto de quase impossível concretização, devido até à posição frágil com que os EUA surgem hoje no Médio Oriente, pelo discurso ideológico irredentista – que continua longe de obter os resultados reivindicados pelo discurso oficial – e pelo antes referido alinhamento com as posições do Estado de Israel.

Ao invadirem o Iraque e derrotarem Saddam, os EUA impuseram-se o dever de impedir uma situação política regional tão ou mais destabilizadora e crítica do que a gerada pelas ambições do déspota de Bagdad. Para isso, não podem esquecer a queda do Vietname, não para a voltarem a viver noutra parte do mundo, mas para evitar os erros – de análise de conjuntura e de opções estratégicas ­ – que levaram à queda de Saigão. Por outras palavras, não transformarem a síndroma da ofensiva de Tet na síndroma da retirada soviética do Afeganistão. Os EUA nunca poderão sair do Iraque como a potência derrotada e humilhada que era a União Soviética ao retirar do Afeganistão. A próxima Administração na Casa Branca tem de ter presente este cenário no seu trabalho de correcção dos erros acumulados ao longo da crise iraquiana, para evitar que um desígnio messiânico de engenharia político-cultural abra caminho a mais um Estado falhado. A responsabilidade inicial não é sua, mas cabe-lhe a decisiva tarefa histórica de rectificar os erros daqueles que leram muito, mas aprenderam pouco com os seus mentores ideológicos.

___________________________

[1] Louis Charles Antoine Desaix (17.08.1768/14.06.1800). Reputado oficial francês, morto em combate durante a batalha de Marengo. É-lhe atribuída a observação acima citada ao chegar ao campo de batalha. Napoleão autoriza Desaix a carregar com a reserva, que comandava, sobre os austríacos, pondo-os em fuga. Durante a carga, o general é ferido mortalmente. É a sua acção que permite a Napoleão obter uma vitória política e militar relevante, não só para as armas francesas no período revolucionário como para a sua carreira. [voltar]

[2] Sobre a guerra do Vietname, a bibliografia é infindável. Para uma visão geral da guerrilha vietcongue, por exemplo, War in the Shadows, de Robert B. Asprey, ed. Little, Brown and Company, 2004; sobre o conflito, Dictionary of the Vietnam War, ed. Dell, 1983, e Vietnam at War: a History, ed. Presidio, 1988, Philip B. Davidson. [voltar]

[3]O número de baixas americanas no Iraque pode ser consultado em várias páginas da net. Foi aqui usada a contabilização da Global Security (globalsecurity.org), que detalha o número de mortos e feridos desde o início da guerra. Nesta página é também descrita a metodologia para a classificação dos diferentes tipos de baixas, incluindo as baixas psiquiátricas. São detalhadas as condições dos incidentes de que resultaram as vítimas. Estão também contabilizadas as baixas dos restantes países que tiveram ou têm forças militares no Iraque. O número de feridos americanos em situações de combate e outras é de 28 451, segundo a mesma página, que apresenta números até 21 de Novembro.
O número de vítimas mortais em acidentes envolvendo veículos automóveis nos EUA foi de 42 638, em 2005, ou seja, uma média diária de 116 mortos. Números foram obtidos em www.car-accidents.com.[voltar]

[4] Para uma perspectiva sobre o número de vítimas civis, para o qual existem estimativas díspares, ver, por exemplo, Deaths in Iraq: how many and why it matters, de Michael Tieren em opendemocracy.net. Texto actualizado em Outubro de 2007. [voltar]

[5] O caso da Malásia é analisado numa perspective histórica e num paralelo com o Vietname em How the Lessons of the Malayan Emergency were Ignored or Misused in Vietnam, por John D. Burtt, em Command Magazine, n.º 11 Jul/Ag de 1991. O caso argelino é apreciado como lição para o Iraque em From Algéria to Iraq, por John W. Kiser, Marine Corps Gazette, 1 de Junho de 2006.[voltar]

[6] Número referente ao censo de 1997; estimativas mais recentes apontam para uma população até 26 milhões. [voltar]

[7] A Failure in Generalship, ten.-coronel Paul Yingling, The Armed Forces Journal, Maio 2007.[voltar]

[8] Idem, ibidem. [voltar]

[9] Baghdad Comes Alive, Rod Nordland, Newsweek, 17 Novembro 2007. A reportagem traça um retrato equilibrado do lento regresso aos ritmos normais em Bagdad, sem deixar de sublinhar os receios e tensões que persistem resultantes de quatro anos de violência indiscriminada entre as comunidades sunita e xiita e dos ataques terroristas. [voltar]

[10] Inside the Surge – the American military finds new allies, but at what cost?, Jon Lee Anderson, The New Yorker, 19 Nov. 2007, para uma descrição de um destes postos no subúrbio de Ghazaliya, habitado por sunitas e xiitas. [voltar]

[11] The New York Times, 25 de Março de 2007 [voltar]

[12] The Washington Post, 26 de Março de 2007 [voltar]

[13] Roadside bombs in Iraq fall sharply, USAToday, 12 Novembro de 2007. A notícia cita números de relatórios secretos do Pentágono. [voltar]

[14] How to Win in Iraq,Andrew F. Krepinevich jr., Foreign Affairs, Set./Out. 2005 [voltar]

[15] Idem, ibidem [voltar]

[16] Uma boa síntese destes aspectos encontra-se nos textos No Genocide, No Al Qaeda, No Division of Iraq e Fight Al Qaeda, respectivamente de Shawn Brimley/Michèle Flournooy e de Peter Bergen, em Democracy- a Journal of Ideas, Outono 2007, edição Internet em www.democracyjournal.org [voltar]

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