Ano II - Nº 10, Novembro/Dezembro de 2007
Alameda Digital
Tradição e Modernidade
Lixado, Pá!

por Jorge Ferreira

Os 27 chegaram a acordo, em Lisboa, sobre um novo tratado europeu. Essencialmente, o que verdadeiramente fizeram foi mudar o papel de embrulho e o laçarote da famigerada e rejeitada Constituição europeia. Continuam sem se conhecer as posições que o Estado português defendeu nas negociações, e, em consequência, onde obteve ganho de causa e onde perdeu. Temo que na verdade o Estado, isto é, no caso vertente, José Sócrates, tenha feito papel de notário de luxo de 26 países, abdicando de defender os interesses nacionais.

O acordo de Lisboa foi sem dúvida muito bom para uma futura carreira internacional do actual Primeiro-Ministro. Infelizmente, parece que o interesse da carreira internacional do Primeiro-Ministro não coincide com o interesse de Portugal nas negociações que conduziram ao acordo. Portugal foi certamente o único Estado sem uma agenda própria nas negociações. De tanto gerir e compor interesses dos outros, esqueceu-se de tratar dos seus.

No balanço da cimeira de Lisboa verifica-se que Portugal perdeu o direito de indicar um comissário europeu de forma permanente; perdeu o direito de decidir de acordo com o seu interesse em inúmeras matérias que se acrescentaram à já enorme lista de matérias que são decididas por maioria qualificada de Estados no Conselho de Ministros; perdeu o direito a exercer a Presidência rotativa do Conselho da União; perdeu deputados europeus.

Mas, o pior de tudo, e sê-lo-á para todos os Estados com menos poder real na Europa, como é o nosso caso, é que apesar disto tudo, este tratado não resolverá nenhum dos problemas actuais da Europa e criará alguns complicados. A substituição de uma regra implícita de unanimidade por regras de maioria qualificada a esmo, é uma mudança qualitativa que altera radicalmente os fundamentos consensuais em que a Europa de Monnet, Schumann e De Gasperi foi construída.

Eles percebiam bem, a partir da experiência trágica da guerra que a todos unia, que um projecto de construção europeia com futuro e apto a evitar as guerras e os conflitos do passado só seria possível se todos se sentissem iguais, nem que fosse na possibilidade virtual de vetarem, e que isso implicava um enorme esforço de consenso e, logo, de “pequenos passos”.

Este caminho, que foi aquele que verdadeiramente é responsável pelo longo período de paz que vivemos na Europa, já teve vários funerais pomposos desde o Tratado de Maastricht. E continua, perante a cegueira das nomenclaturas do sistema, a fazer o seu caminho. Desta vez o corta-fitas foi José Sócrates.

Tradición y modernismo en la Iglesia
A ofensiva anti-tradição
Acabemos de vez com este tradicionalismo
Algumas consequências da modernidade: por que razão já não há «interacção homem-máquina», nem «casais com filhos»
Não ser do mundo
Tradição e Modernidade
A Modernidade e os seus Críticos
Tradição e Tradições – Conservar ou Fundamentar?
Sobre a obra de Pitirim Sorokin

Dalai Lama em Portugal
Confusão surpreedente e homologação inaceitável……
“Foi Assim” por Zita Seabra - Comentário
O Bispo Januário deu uma entrevista

A síndroma da ofensiva de Tet na segunda guerra do Iraque
LAG 08
Lixado Pá!
União Europeia - Tratado de Lisboa
Cimeira UE/China
E depois da Globalização?

Suspense
José Antonio, Entre Ódio e Amor
Crónica da Falange de Madrid
Requiem por José Antonio Primo de rivera
Uma mensagem enxertada na história?
Quem é Cottinelli Telmo?
Publicação: Ao Gosto do Gosto

O ataque à igreja
Olivença Espezinhada
A Restauração revisitada
Sombras da História
O Massacre dos Inocentes

Editorial
Ecos da blogosfera
Capa

Nacional Internacional Cultura História Tradição e Modernidade Ficha Técnica Publicidade Contactos Apoie-nos