Congressos do Partido Nacionalista
Começou da pior maneira o primeiro ano do século XX para a Igreja e os católicos portugueses. A 17 de Fevereiro, no Porto, tem início o incidente que ficou conhecido como o “Caso Calmon”, e que envolvia a filha do então cônsul brasileiro naquela cidade e aquela família, a qual recusava a sua entrada numa casa religiosa. Este caso rapidamente tomou foros de guerra ideológica, envolvendo os meios clericais e anticlericais do país. O seu desenvolvimento chegou às Côrtes, tendo sido aprovado um Decreto de 18 de Abril desse ano, o qual restringia o número de instituições religiosas, permitindo apenas aquelas que tinham como finalidade a «instrução ou beneficência ou a propaganda da Fé e civilização no Ultramar», como nele se podia ler. (...) LER TUDO
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Sangue que não seca…
As guerras cristeras
Comemoram-se este ano 80 anos sobre a perseguição religiosa que no México levou ao levantamento popular que originaria o acontecimento histórico conhecido como a Guerra Cristera.
O séc. XX foi indubitavelmente a época histórica em que mais mártires verteram o seu sangue como consequência da sua Fé em Cristo Salvador. A perseguição religiosa em Espanha, que atingiu o seu zénite durante a última Guerra Civil, teve uma dimensão holocaustica sem precedentes, nem mesmo no auge das mortandades do império romano. Em menos de um ano, 12 bispos, 4.172 sacerdotes, 2.365 e 283, membros de ordens religiosas, masculinas e femininas, respectivamente, foram assassinados. Calcula-se que igual número de leigos o foi também, apenas pelas suas convicções religiosas. Mas já dez anos antes, no México, uma enorme multidão de mártires havia servido de modelo e paradigma aos milhões de cristãos que haveriam ainda de colher a graça do martírio nas fogueiras acesas pelos totalitarismos (...) LER TUDO
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