Consequências do Aborto

Entre as várias consequências que o aborto pode acarretar agrupamos as principais da seguinte forma:

Consequências Físicas

- Cancro da mama, Cancro do útero, ovários e fígado

- Perfuração Uterina

- Lesões Cervicais

- Placenta Prévia em gravidezes subsequentes

- Complicações nos partos subsequentes. Partos pré-termo ou pós-termo

- Gravidez ectópica

- Endometrioses

- Complicações imediatas: infecções, hemorragias, embolias, problemas com anestesias, convulsões, etc

Estas complicações podem sempre levar à esterilidade

Consequências Psicológicas com impacto social

Numa breve passagem pela literatura verifica-se que o aborto tem fortes associações com os seguintes comportamentos

Tabagismo: as mulheres que abortam têm duas vezes mais probabilidades de se tornarem fortes fumadoras.

Alcoolismo, ligado a comportamentos violentos, divórcio, separações, perca de emprego e acidentes de carro.

Abuso de drogas, com as consequências psico sociais que se conhecem

Perturbações do Comportamento Alimentar, tanto a Anorexia e a Bulimia, como a ingestão excessiva de alimentos.

Negligência ou abuso infantil: na medida em que pode conduzir a estados depressivos e comportamentos violentos e a dificuldades de vinculação com filhos subsequentes.

Divórcio e Instabilidade nas relações afectivas: o aborto tem consequências dramáticas no relacionamento do casal. Não sendo possível nem objectivo deste artigo desenvolver este tema, podemos afirmar que frequentemente conduz à separação e traz como consequência o aumento da monoparentalidade. Acarreta perturbações ao nível da sexualidade, incluindo perda de libido, dores durante o acto sexual, aversão à relação sexual e/ou aos homens em geral e promiscuidade.

Aborto Recorrente: as mulheres que fizeram mais do que um aborto, (45% do total dos abortos são repetições) têm 4 vezes mais probabilidade de repetir.

Suicídio: observa-se com muita frequência ideação suicida e especialmente nas adolescentes, tentativas reais de suicídio.

Para além disto, em várias das investigações feitas, verificou-se que 8 semanas depois do aborto as mulheres têm de necessidade de recorrer a tratamento psicológico com as seguintes queixas: perturbações psicológicas, perturbações do sono, arrependimento e ingestão de psicotrópicos.