As Ameaças à Segurança Nacional e a Guerra Preventiva
As
grandes transformações mundiais que se vêm
verificando, particularmente a partir da queda do muro de Berlim em
1989 e da desintegração da URSS em 1991, provocaram
novas tendências na ordem mundial, alterando o comportamento do
Estado-Nação, como actor principal da cena
internacional, e fazendo emergir novos actores com igual ou superior
capacidade de intervenção ou influência no
sistema internacional. (...) LER TUDO
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Segurança
dos indivíduos, para além da dos Estados
Ao
reflectirmos, actualmente, sobre questões de segurança
e defesa somos imediatamente compelidos a pensar, prioritariamente,
nas novas ameaças, nos novos actores, na nova tipologia de
conflitos, nas novas estratégias e nas novas concepções
de prevenção, gestão de crises e guerra.
Fazemo-lo, habitualmente, a partir das visões convencionais de
“segurança nacional” e de “segurança
internacional”, tendo em conta, sobretudo, a segurança dos
Estados e da comunidade dos Estados. Porém, um dos aspectos
mais impressionantes que, em matéria de segurança,
emergiu nos últimos anos é a ênfase na segurança
dos indivíduos. (...) LER TUDO
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China
– Um tigre de papel sem pés de barro
Tudo
o que hoje a China faz, é feito por uma razão:
demonstrar que é uma grande potência. Uma grande
potência não anuncia previamente os seus gestos;
prossegue uma estratégia de fins precisos, sendo esta
conhecida apenas na medida em que é indispensável para
garantir os resultados desejados e assegurar o estatuto da nação
que a formulou.
A
destruição de um antigo satélite meteorológico
da China a 11 de Janeiro por um míssil balístico de
médio alcance das forças armadas deste país
insere-se naquele desígnio. (...) LER TUDO
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As
novas armas ligeiras
De
acordo com os especialistas, a moderna espingarda dita de assalto terá surgido, na Alemanha, como tentativa de resposta às
dificuldades que a sua Wehrmacht estava a enfrentar nas estepes
russas. Infindáveis hordas de soldados russos, mal treinados e
enquadrados mas animados de um fortíssimo espírito de
luta, combatiam as tropas alemãs e os seus aliados que se
encontravam em situação de inferioridade numérica.
Avançando protegidos pela blindagem dos seus versáteis
tanques e armados com pistolas metralhadoras, robustas mas pouco
sofisticadas, iam, paulatinamente, subjugando os alemães com
fogo maciço de rajadas automáticas, a curtas
distâncias, (...) LER TUDO
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Considerações em volta do Serviço Militar Obrigatório
Discutia-se
em Portugal a morte anunciada do Serviço Militar Obrigatório
(SMO) quando Fernando Nogueira chegou ao Ministério da Defesa.
Apesar de inúmeros especialistas considerarem que para um
pequeno país como o nosso as alternativas que do ponto de
vista técnico e económico se vislumbravam ao SMO só
muito dificilmente poderiam preencher as necessidades operacionais de
defesa militar, a convicção era a de que nada iria
permanecer como até então. E talvez porque de algum
modo fosse mais ou menos evidente a tentação iminente
de ceder sobretudo a interesses partidários, chegou a
deslocar-se propositadamente a Portugal uma Comissão da NATO
com a finalidade de abordar o assunto (...) LER TUDO
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A desmontagem das Forças Armadas
Um dos problemas essenciais inerentes a qualquer
sociedade organizada em Estado independente é o da Soberania,
ponto fulcral da sobrevivência dessa mesma sociedade. Em todas
elas existem grupos de indivíduos, hierarquicamente
organizados, cuja função social é constituírem
um garante directo e objectivo não só do factor de
preservação mais palpável, a territorialidade,
como também de qualquer eventualmente necessária
projecção externa de Poder como suporte à defesa
dos interesses fundamentais da Nação. Esses grupos
constituem aquilo que geralmente se designa por Forças
Armadas; elas são portanto formadas pelos indivíduos
sobre cujos ombros repousa uma das mais altas responsabilidades
sociais (...) LER TUDO
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Da necessidade e da inutilidade das Forças Armadas
Olhando para os últimos duzentos anos da história europeia,
verificamos serem Portugal, a Espanha, a Grécia, a Polónia e a Roménia
os países onde o intervencionismo militar na vida política maior
expressão assume. Tal significa, numa análise superficial, que é na
periferia mais pobre do continente que os militares maior dose de
legitimidade conseguem reunir para quebrar as regras do jogo político
civil, impor e destruir regimes e fazer ditar constituições e novos
ordenamentos políticos. Na restante Europa, o intervencionismo dos
militares é pontual, acidental e extraordinário, ocorrendo apenas em
momentos particularmente trágicos em que a unidade do Estado surge
ameaçada por factores externos (complot contra Hitler, em Julho de
1944; tomada de poder por De Gaulle em plena crise da Argélia, em
1958) ou pelo iminente colapso da ordem pública (intentona do general
Boulanger para marchar sobre Paris, em 1889; tentativa falhada de
golpe de Vito Micelli em Itália, em Setembro de 1974). (...) LER TUDO
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Rendição ou estupidez?
Uma das características
mais interessantes da Grã Bretanha é o seu apreço
pelo militarismo no sentido mais genérico da palavra. Uma
explicação plausível para esta atitude pode
assentar no valor de cada vitória nas recentes Guerras
Mundiais, na ligação a um passado imperial, num passado
já de si recheado de vitórias e na sua complexa história. As prateleiras estão cheias de livros de
história militar, as exposições e os
desfiles militares têm um público numeroso e atento, e
esses temas surgem repetidamente quer nas conversas quer nos media. (...) LER TUDO
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Os Echelons cá de casa
Para que uma pessoa possa comunicar com outra através
de uma determinada distância é necessário a
existência de um meio de suporte. O ar (ondas de som, p.e.),
a luz (fibras ópticas, p.e.), a corrente eléctrica
(telefone, fax, e-mail, p.e.) e as ondas electromagnéticas
(radio, p.e.) são os meios mais frequentemente
utilizados. Quem conseguir aceder ao meio de transporte fica em
condições de poder interceptar as comunicações.
Se estas se efectuarem a longa distância, sobre a complexa teia
das actuais infra-estruturas de telecomunicações, é
até possível, teoricamente, fazer a intercepção
de todo o tráfego mundial (objectivo último do Echelon)
Os limites serão a capacidade de intersecção,
filtragem, recolha e tratamento dos sistemas informáticos
afectos ao sistema bem como o nível de cumplicidade a que os
Estados envolvidos estão dispostos. Como é evidente,
tal sistema, por enquanto, apenas é acessível a um
número reduzido de Estados, liderados pelos E.U.A. (...) LER TUDO
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