Imigração
por João de castro de Mendia
Na
Holanda, pais de muitos e contraditórios costumes, está-se
a reflectir nas organizações cívicas e
tradicionais da sua sociedade o efeito da inadaptabilidade de muitos
imigrantes e sobretudo nos de religião islâmica. Tal
como em qualquer outro país ocidental, e tolerante, por
conseguinte, todos os estrangeiros terão na Holanda
oportunidade para se integrar e contribuir para a evolução
normal desta terra. Só que esta tolerância tem feito com
que os inimigos do sistema se convençam que deverão ser
os holandeses a adaptarem-se aos seus estranhos costumes, e não
eles aos do país que os acolhe.
Muitos
“truques” têm sido ensaiados por estes imigrantes para se
manterem a aproveitar do generoso sistema que este país lhes
proporciona, o que obrigou já as autoridades a tomar medidas
para os evitar, como a existência de casamentos arranjados que
servem para importar os cônjuges e fixar mais imigrantes. Outra
das medidas são os cursos de integração que
passaram a ser ministrados aos que vão chegando, e logo que
chegam. Estes cursos de integração são, a partir
de agora, obrigatórios ( 700.000 imigrantes na Holanda não
têm o holandês como língua prioritária). Os
subsídios de desemprego são igualmente suprimidos às
mulheres que, obstinadamente, insistam no uso da “burqa” em
locais públicos, e proibidas, entre outras, por simples razões
de segurança.
As
associações de muçulmanos, como se perceberá,
estão furiosas com estas medidas, a ver pelo que disse o seu
lieder, Mostapha el-Filali: “Esta (ministra) foi longe demais”.”
Os muçulmanos têm a impressão de estarem
constantemente na linha de mira! Situação que tem
levado a que muitos não aceitem mais esta pressão e
prefiram, apesar dos problemas que reencontrarão, regressar às
suas casas”. Em 2004, por exemplo, o retorno às origens
aconteceu já a mais de 4.000 turcos e a 2600 marroquinos.
Em
Portugal, o sentido de Estado por parte de qualquer membro do actual
executivo socialista é uma exasperante e completa
inexistência. E isto, tanto por esta gente não ter de
todo esse sentido, como por não ter tido nunca a noção
do que isso possa ser, dada a mentira histórica e política
com que os inebriaram na escola. Passou assim o nosso Pais a ser uma
mera parcela do mercado de transacções, onde quase
sempre perdemos. O paradigma nacional passou a flutuar ao sabor de
cotações da ideia de soberania cujo sentido foi
sonegado ou manipulado nos programas curriculares pelas mesmas
famílias políticas que há 30 anos mandam em
Portugal. Mas acontece que, todos os outros Estados, europeus e não
só, vão mantendo a essência daquele conceito, que
usam e consomem cada vez mais em normalíssima defesa dos seus
interesses.
Esta
atitude do governo perante o Estado é a antítese do seu
sentido e oposta à que sempre teve, até, a maioria da
população portuguesa. A semelhança entre o que
para os governantes é o nosso País e uma empresa ou
organização cujo “governing” apátrida e
igualitário ditado por uma qualquer central jacobina a que
estão obediente e humilhantemente submissos, é enorme.
Não estará assim muito longe de acontecer o que sucede
com a importação de imigração bastante
por essa Europa fora. E como as causas do alastramento dessa mancha
não foram acauteladas pela criminosa demagogia do
politicamente correcto, o controlo de tudo e de todos passou a ser
cada vez mais apertado, aumentando a toda a hora a dependência
de um “big brother” imoral e quase insuportável a que
passamos a estar submetidos.
A guerra
cada vez mais ostensiva e furiosa desencadeada à religião
Católica, e à sua Igreja muito em especial nos países
europeus, o crescente aumento da mancha islâmica na Europa,
(não por opções novas que alguns possam ter
tomado mas pelas atitudes racistas que acabam por ser as políticas
de Zapatero, e outros), e, por outro lado, a manutenção
das tradições e até o reforço das raízes
cristãs nos Estados Unidos da América e noutras
paragens, estão a criar um ambiente onde vai aumentando a
probabilidade de se poder desencadear a tal guerra de que já
tantos, e tanto se fala.
Giscard
d’Estaing, na sua alucinação política que foi
a constituição europeia, decretou que a Europa não
deveria ser um clube Cristão. Como se a Europa passasse, por
decreto, a ter que esquecer a sua origem milenar para deleite deste
senilisado e megalómano jacobino, e passasse a ser outra
coisa. Os países europeus são, mesmo, o tal Clube
Cristão. Queiram os Giscards ou não. Mas quem não
é dele, como o Giscard, deixe de tentar que ele seja outra
coisa qualquer, por não ser da natureza dos povos, e muito
menos das suas histórias, deixarem de se ser o que sempre
foram. Mais. O que os países europeus não são é
o clube ateu que os Giscards, querem que sejam. Ainda.
Como os
novos filósofos franceses dizem, e escrevem, como Jean
Sévillia e outros, cada vez mais e a propósito de um
cada vez maior número de situações as motivações
que sempre deram origem aos grandes conflitos são,
exactamente, aquelas que hoje em dia estão na ordem do dia. Só
que hoje acha-se que esse risco deixou de ser relevante,
sacrificando-se a violenta e perigosíssima realidade ao
politico e estupidamente correcto. Mas não deixou.
A
deflagração de uma guerra acontece a propósito
das coisas aparentemente mais insignificantes, como se sabe. E o
exaspero de sermos governados como se o destino de um País
pudesse navegar ao sabor dos interesses de um medíocre pretor,
cujo exército, por ter deixado de ser nacional, passou a estar
ao seu serviço, ou de fregueses, aquelas tais coisas têm
aparecido nos círculos mais surpreendentes.
Em
Portugal, a tragédia da actual situação é
termos no poder um naipe de gente menor, a começar pelo
Primeiro-ministro, e de uma tal ignorância, sobretudo
histórica, que chega a admitir que é bom aquilo que
anda a fazer. Fazer mal, e coisas erradas, será mau. Mas não
ter a noção disso, é trágico. Porque,
quem irá para a guerra, quando isso se colocar, não
serão eles; seremos nós. A não ser que o bem que
dizem fazer estiver na lógica da tal Ordem, obediente a
poderes que se sabe que existem, e até quais são, o que
torna as coisas bem piores.
Poder-se-á
dizer que as guerras estarão longe da chamada convivência
democrática e que hoje deixou até de existir o conceito
de inimigo. Somos todos amigos. Só que temos soldados no
Afeganistão, no Líbano, na Palestina, no Congo, em
Angola, em Moçambique, em Timor, e também na Bósnia,
aqui bem na Europa, e de metralhadoras nas mãos prontos a
matar e a morrer……pela paz? E a mancha islâmica, combate
por quem, e porquê?
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