Mano Zé
por M
Ao que pode chegar o frenesim
tecnológico e a nano-inteligência...
Depois
do Big Brother de Orwell e do Big Brother da Endemol,
vem aí o Big Brother da Rua da Imprensa à Estrela. Já
lá vai o tempo em que B.B. era a Bardot.
São as regras do Parque
Humano. Alguém em algum lugar tinha de servir o
experimentalismo de certos «arquitectos» e seus
«engenheiros» – e este rapaz revela-se eficaz.
Depois do cartão único
de identificação (com microchip, claro), a luminária
recuperou a ideia luminosa da base de dados de ADN. Não se
pode com tanto iluminismo.
Já no longínquo Março
de 2005, Sócrates prometera, «em matéria de
segurança», estabelecer «as interconexões
entre bases de dados públicas que se revelassem adequadas»,
e outrossim criar «uma base geral de dados genéticos
para fins de identificação civil, que serviria
igualmente fins de investigação criminal». E
vice-versa, naturalmente. Uma autêntica via verde para um
Admirável Mundo Novo. Quem não admirará os
progressos deste século?
Depois do «conhece-te a ti
mesmo» do Ateniense, eis o «Conheço-te a ti mesmo»
do Albicastrense. |