Ano I - Nº 6, Fevereiro de 2007
Alameda Digital
Franceses votam para escolher um presidente “vazio”
Foto: Portal do ExércitoTEMA DE FUNDO
Política Cultural

Para que serve? Apresenta resultados que se vejam, passíveis de apreciação? Obedece a alguma estratégia, pensada e rigorosa, com metas devidamente estabelecidas - uma visão de conjunto? Para além do episódio Berardo... quanto custa e a quem aproveita? Procurando mais fundo, tem hoje o Estado alguma ideia de Cultura, por pequena que seja, a ponto de atribuir verbas significativas sem que sejam perceptíveis os objectivos a que se propõe?
A Alameda Digital não pretende responder a todas estas questões. Antes pretende questionar e entender todas estas pequenas verdades nascidas do nada, em grande medida porque se propõe, também ela, abanar um pouco os alicerces culturais estabelecidos como inquestionáveis. É esse o nosso propósito. LER TUDO

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Correspondentes

[Grã-Bretanha]

Crónicas de um lusitano interior na Álbion
por Rafael Castela Santos

[Buenos Aires]

Multiculturalismo
por Marcos Pinho de Escobar

João Marchante
F. Santos
Ecos da Blogosfera
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O Mito do Génio Incompreendido e a Sua Função Política

Os intelectuais vivem espiritualmente confinados em pequenos círculos de artistas e literatos que se tomam a si mesmos por objectos de veneração, conferindo desmesurada importância aos mínimos pensamentos, gestos e actos dos seus membros. Como todas as sociedades tribais, também estes grupos cultivam as suas lendas, os seus mitos, (...) LER TUDO

Duas eleições

Alberto João e Carmona Rodrigues têm alguns pontos em comum.
Desde logo, os dois estão à frente de centros de poder importantes e cobiçados. Depois, ambos estão em oposição à força política que neste momento hegemonizou o poder central, e ameaça seriamente submergir toda a sociedade portuguesa (...) LER TUDO

Em Cabinda, nada de novo

Em Cabinda, esse antigo enclave português situado entre os Congos de colonização belga e francesa, que se autodeterminou no seio da soberania portuguesa nos finais do século XIX e vive desde 1974 sob o domínio do MPLA, partido-estado, a normalidade dos dias é habitualmente interrompida pelas diversas manifestações de um poder ocupante, temperado com a sedução reptilínea da política luandense. (...) LER TUDO

O Equilíbrio do Ocidente

Ao contrário do que é palavra comum o Ocidente não repousa sobre divisões e brigadas, sobre concertações económicas e monopolismos globais ou mesmo segundo um conjunto de princípios que norteiam a sua acção.
O Ocidente é fruto, essencialmente, de um modo de pensar que foi inscrito na sua tradição desde os tempos da Grécia Clássica (...) LER TUDO

João de Deus e a Sua Época

O ano de 1830 foi um ano de todas as contradições, igual a muitos outros que ocorreram ao longo do século XIX português. Sem qualquer dificuldade pode-se afirmar que foi o século mais ideológico de toda a história portuguesa. (...) LER TUDO

“O seu a seu poema” de José Valle de Figueiredo

“O seu a seu poema” de José Valle de Figueiredo compreende grande parte da obra literária do Autor publicada entre 1959 e 2002. Impresso o conjunto de poemas em finais do ano que há pouco findou, só no início de 2007 é que o título começou a ser visto pelas livrarias. Trata-se, para mim, de um dos grandes livros de 2006 (...) LER TUDO

Até para o ano em Xavier

Eis-me subitamente em Pamplona, coração excêntrico da briosa Navarra. Sentada na esplanada do Café Iruña, na Plaza del Castillo, enquanto temperava a emoção com um sofrível café solo, imaginei-me acompanhada por D. Rafael Garcia Serrano, o irónico e firme camisa vieja que tão belas páginas escreveu. (...) LER TUDO

Editorial

Antes de perguntarmos para que servem as políticas culturais, poderemos observar que nenhum governo as dispensa. A política cultural tornou-se uma peça indispensável da governação moderna, tão universalmente reconhecida que os políticos nem se julgam obrigados a justificá-la. A submissão a esta necessidade não diferencia quadrantes ideológicos, é matéria que paira acima das disputas de partido. Por muito belos que sejam os discursos pelos quais os delegados da nação professam o seu respeito e a sua admiração pela espontânea criatividade, sabedoria e inspiração do povo que os elegeu, todos acabam reconhecendo a necessidade de o estado tutelar, incentivar, premiar, honrar, proteger, acolher, sustentar, assegurar e conservar um grande número de actividades e bens culturais que, deixados a si mesmos, não teriam forças para subsistir.

E assim como não se gasta muita tinta a produzir razões para que os governos tenham políticas culturais, também pouco esforço se investe no planeamento das mesmas, na sua submissão a um plano de longo alcance. As políticas culturais reduzem-se, as mais das vezes, a um hábil jogo de distribuição dos recursos do estado pelos vários grupos que disputam o reconhecimento do seu contributo para a prosperidade cultural da nação. É a estes que compete a tarefa de produzir a justificação teórica para a intervenção do estado na sua esfera de actividade, explicando, [...] LER TUDO

José Valle de Figueiredo
João José Brandão Ferreira
João de Castro de Mendia
Miguel Castelo Branco
Bruno Oliveira Santos
J. Luís Andrade
Pedro Guedes da Silva
Sumário

O SPN e a Guerra de Espanha
Futuro do Cinema Português
Política cultural do Estado: patriotismo, exaltação e fixação
O Mito do Génio Incompreendido e a Sua Função Política
As Regras do jogo
Multiculturalismo
God save the culture … or the Queen!
Gramsci e as políticas kulturais

Organizar a resistência
Duas eleições
Transparências
Contadores de electricidade, gás e água
Reforma da Administração Pública | Reorganização dos Ministérios

A Europa existirá ainda?
Franceses votam para escolher um presidente “vazio”
Em Cabinda, nada de novo
O Cerco da Europa e as Novas Realidades Geopolíticas

Até para o ano em Xavier
O Equilíbrio do Ocidente

Mar Português
Clínica das Letras
Bruckner ou a singularidade de um génio
“O seu a seu poema” de José Valle de Figueiredo

Federico Garcia Lorca - Uma execução às avessas?
João de Deus e a Sua Época

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