JANTAR DAS QUARTAS
«Sou a tocha número dois»
Foi precisamente o que Zajic deixou escrito nas suas cartas. Jan Zajic - ler "ian zajitch" - tinha 18 anos, um jovem estudante revoltado com a passividade do exército perante a invasão soviética. A ponto de tentar inscrever-se na 'Milícia'.
Jan Palach havia-se sacrificado em meados de Janeiro - «o primeiro a disparar», como assumira aos seus companheiros. (...) LER TUDO
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POR CAUSA DELE
Da ingenuidade dos admirados com o Sim ao aborto
Se não fosse triste, daria vontade de rir a admiração que alguns agora revelam perante a forma como o Sim radical tomou conta das operações, mostrando a verdadeira face dos abortistas: o que eles querem mesmo é que as mulheres abortem, que nenhuma dificuldade exista e que se lixe (para não haver discussão, uso a expressão da Lídia Jorge) a "coisa humana". (...) LER TUDO
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A CASA DE SARTO
Vencedores e Vencidos
Faltaria à verdade se dissesse que o resultado final do referendo de há quinze dias atrás sobre o aborto não me desiludiu e entristeceu profundamente, apesar de já o esperar, por força da tremenda pressão mediática pró-aborcionista a que os eleitores estiveram sujeitos não só durante o período da campanha, mas sobretudo nos últimos oito anos desde a realização do primeiro referendo sobre o tema. Porém, não deixa de ser certo que o mesmo resultado corresponde à tendência dominante no Ocidente contemporâneo desde há pelo menos dois séculos, ou seja, ao da derrota das causas justas (...) LER TUDO
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TOMAR PARTIDO
José Afonso
Bem sei que é um ícone da esquerda. Bem sei que ele era tão à esquerda que se zangou com a esquerda, assim do género como Salgueiro Maia se zangou com a tropa. Bem sei que é a marca registada do 25 de Abril. Bem sei que a célebre Grândola, Vila Morena é o hino. Bem sei que o hino foi escolhido pelo libertador Otelo, o do Campo Pequeno, o dos mandados de captura em branco, o das FP's 25 de Abril. (...) LER TUDO
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O POVO
Memórias
Estamos em 1975 e a noite é quente, ouvem-se os grilos e as acelerações das motas que passam ao longe na Marginal a grande velocidade. Não consigo dormir com o calor e parece que pressinto qualquer coisa. Os meus irmão dormem, a minha mãe também. Tenho treze anos e o meu pai está preso acusado de pertencer a uma associação de malfeitores, preso há largos meses sem julgamento e sem «culpa formada», frase que eu oiço muitas vezes sem saber muito bem o que quer dizer. Uma tia nossa, que tinha fugido para o Brasil, ofereceu-nos o frigorifico nessa tarde e o nosso frigorifico foi oferecido à nossa mulher a dias, a Maria Helena que nunca tinha tido um. Uma carrinha que entrou e outra carrinha que saiu, tráfego anormal para uma casa de família. (...) LER TUDO
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