Ano I - Nº 6, Fevereiro de 2007
Alameda Digital
Política Cultural
O SPN e a Guerra de Espanha

O Ministério da Cultura sempre foi para pôr aqueles que não sabiam onde os colocar. Desta vez foi preciso pôr mais uma mulher (Isabel Pires de Lima) no Governo e foi uma qualquer para lá. Foi mesmo uma qualquer. Depois do António Ferro não houve mais ninguém a pensar Portugal em termos de formação artística e cultural. Sou a antítese, sou completamente anti-fascista, anti-salazarista e anti-tudo, mas o António Ferro tinha uma ideia… (...) LER TUDO

Futuro do Cinema Português

Um País que não tenha uma Cinematografia própria, reconhecida de imediato a olho nu pelos cinéfilos do mundo inteiro, através das suas marcas identitárias, não tem futuro. Não se trata de filmar o folclore e de registar as belas paisagens — a publicidade (institucional e comercial) tomou conta desse departamento, para vender o seu peixe, e até o faz bem.
O que quero com isto dizer é que Portugal precisa de produzir um Cinema com uma linguagem autêntica, que corresponda de facto ao modo de pensar e sentir dos portugueses. O teste parece-me fácil de fazer: se o público gostar é porque os Filmes são genuínos. Este tornou-se, aliás, o principal problema; as pessoas andam zangadas com os Filmes portugueses. (...) LER TUDO

Política cultural do Estado: patriotismo, exaltação e fixação

Não há dissociação entre política e cultura, como não há produção cultural fora da Cidade, ou alheia ao homem. Uma e outra são expressões da interpretação, domesticação e classificação do real – traduzido em valores, normas e instituições – estabelecendo o irreversível salto da hominização para a humanização, do natural para o simbólico, do imediato para o eterno. (...) LER TUDO

O Mito do Génio Incompreendido e a Sua Função Política

Os intelectuais vivem espiritualmente confinados em pequenos círculos de artistas e literatos que se tomam a si mesmos por objectos de veneração, conferindo desmesurada importância aos mínimos pensamentos, gestos e actos dos seus membros. Como todas as sociedades tribais, também estes grupos cultivam as suas lendas, os seus mitos, as suas gestas heróicas, transferindo a realidade para uma série de arquétipos e estereótipos, que servem o propósito de colocar a tribo e a sua gloriosa história no centro do universo. (...) LER TUDO

As Regras do jogo

Como condição prévia para esculpir uma Nova Ordem Mundial sem fronteiras, os Senhores do Mundo procuraram, a todo o transe, desagregar e pulverizar os poderes multinacionais, nomeadamente coloniais, paradoxalmente em nome do direito dos povos à Nacionalidade. Essa contradição, bem escamoteada pelos interesses dos contendores da Guerra Fria, resultou numa irreflectida onda de descolonizações que está na origem, seguramente, da profunda desestabilização que, de maneira trágica, tanto afecta os chamados países do terceiro mundo. Impuseram-se artificialmente Nações em espaços e a povos sem qualquer património identitário comum (...) LER TUDO

Multiculturalismo

Tempos houve em que as sociedades tradicionais e as velhas nações podiam, com absoluta naturalidade, possuir e preservar os seus modelos e as suas identidades – étnica, religiosa, linguística, etc. Hoje já não é assim. As sociedades, para receberem a chancela da modernidade e do progresso, devem estar cada vez mais caracterizadas por uma profunda diversidade e intenso pluralismo cultural – o monoculturalismo e o nacionalismo são os inimigos a abater (...) LER TUDO

God save the culture … or the Queen!

Para além das políticas culturais está a verdadeira cultura. Aquilo que nos dias de hoje se chama "política cultural" não passa na maior parte dos casos de uma instrumentalização da cultura mais ou menos encapotada. Ou da degradação, prostituição e destruição da mesma.
De um ponto de vista etimológico, cultura tem a ver com cultivar, com o campo. A família semântica da palavra cultura tem a ver com ruralidade. Daí que a verdadeira cultura, tanto popular como mais erudita, tenha necessidade de raízes (...) LER TUDO

Gramsci e as políticas kulturais

Em tese, a existência de políticas culturais a levar a cabo pelo Estado sobretudo como forma de tentar incentivar a procura deste tipo de indústrias – do cinema ao teatro, da música aos livros - seria uma boa notícia, não se desse o facto, hoje pacífico, deste tipo de políticas serem na actualidade nada mais do que a mera colocação em prática das convicções em tempos propostas a destino por Gramsci. Ou seja, para além do título que ostentam, estas “políticas culturais” que hoje se lobrigam por toda a Europa nada têm a ver com a Cultura que supostamente deveriam servir, sendo antes a sua negação. Na verdade, falamos de uma espécie de política de “terra queimada” (...) LER TUDO

   
O SPN e a Guerra de Espanha
Futuro do Cinema Português
Política cultural do Estado: patriotismo, exaltação e fixação
O Mito do Génio Incompreendido e a Sua Função Política
As Regras do jogo
Multiculturalismo
God save the culture … or the Queen!
Gramsci e as políticas kulturais

Organizar a resistência
Duas eleições
Transparências
Contadores de electricidade, gás e água
Reforma da Administração Pública | Reorganização dos Ministérioso

A Europa existirá ainda?
Franceses votam para escolher um presidente “vazio”
Em Cabinda, nada de novo
O Cerco da Europa e as Novas Realidades Geopolíticas

Navarra
O Equilíbrio do Ocidente

Mar Português
Clínica das Letras
Bruckner ou a singularidade de um génio
“O seu a seu poema” de José Valle de Figueiredo

Federico Garcia Lorca - Uma execução às avessas?
João de Deus e a Sua Época

Grã-Bretanha
Buenos Aires

Editorial
Ecos da blogosfera
Capa

 

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