O SPN e a Guerra de Espanha
O Ministério da Cultura sempre foi para pôr aqueles
que não sabiam onde os colocar. Desta vez foi preciso pôr
mais uma mulher (Isabel Pires de Lima) no Governo e foi uma qualquer
para lá. Foi mesmo uma qualquer. Depois do António
Ferro não houve mais ninguém a pensar Portugal em
termos de formação artística e cultural. Sou a
antítese, sou completamente anti-fascista, anti-salazarista e
anti-tudo, mas o António Ferro tinha uma ideia… (...) LER TUDO
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Futuro do Cinema Português
Um País
que não tenha uma Cinematografia própria, reconhecida
de imediato a olho nu pelos cinéfilos do mundo inteiro,
através das suas marcas identitárias, não tem
futuro. Não se trata de filmar o folclore e de registar as
belas paisagens — a publicidade (institucional e comercial) tomou
conta desse departamento, para vender o seu peixe, e até o faz
bem.
O que
quero com isto dizer é que Portugal precisa de produzir um
Cinema com uma linguagem autêntica, que corresponda de facto ao
modo de pensar e sentir dos portugueses. O teste parece-me fácil
de fazer: se o público gostar é porque os Filmes são
genuínos. Este tornou-se, aliás, o principal problema;
as pessoas andam zangadas com os Filmes portugueses. (...) LER TUDO
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Política cultural do Estado: patriotismo, exaltação e fixação
Não há dissociação entre política e cultura, como não há produção
cultural fora da Cidade, ou alheia ao homem. Uma e outra são
expressões da interpretação, domesticação e classificação do real –
traduzido em valores, normas e instituições – estabelecendo o
irreversível salto da hominização para a humanização, do natural para
o simbólico, do imediato para o eterno. (...) LER TUDO
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O Mito do Génio
Incompreendido e a Sua Função Política
Os intelectuais vivem
espiritualmente confinados em pequenos círculos de artistas e
literatos que se tomam a si mesmos por objectos de veneração,
conferindo desmesurada importância aos mínimos
pensamentos, gestos e actos dos seus membros. Como todas as
sociedades tribais, também estes grupos cultivam as suas
lendas, os seus mitos, as suas gestas heróicas, transferindo a
realidade para uma série de arquétipos e estereótipos,
que servem o propósito de colocar a tribo e a sua gloriosa
história no centro do universo. (...) LER TUDO
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As Regras do jogo
Como condição prévia para esculpir
uma Nova Ordem Mundial sem fronteiras, os Senhores do Mundo
procuraram, a todo o transe, desagregar e pulverizar os poderes
multinacionais, nomeadamente coloniais, paradoxalmente em nome do
direito dos povos à Nacionalidade. Essa contradição,
bem escamoteada pelos interesses dos contendores da Guerra Fria,
resultou numa irreflectida onda de descolonizações que
está na origem, seguramente, da profunda desestabilização
que, de maneira trágica, tanto afecta os chamados países
do terceiro mundo. Impuseram-se artificialmente Nações
em espaços e a povos sem qualquer património
identitário comum (...) LER TUDO |
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Multiculturalismo
Tempos houve
em que as sociedades tradicionais e as velhas nações
podiam, com absoluta naturalidade, possuir e preservar os seus
modelos e as suas identidades – étnica, religiosa,
linguística, etc. Hoje já não é assim. As
sociedades, para receberem a chancela da modernidade e do progresso,
devem estar cada vez mais caracterizadas por uma profunda diversidade
e intenso pluralismo cultural – o monoculturalismo e o nacionalismo
são os inimigos a abater (...) LER TUDO
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God save the culture … or the Queen!
Para
além das políticas culturais está a verdadeira
cultura. Aquilo que nos dias de hoje se chama "política
cultural" não passa na maior parte dos casos de uma
instrumentalização da cultura mais ou menos encapotada.
Ou da degradação, prostituição e
destruição da mesma.
De
um ponto de vista etimológico, cultura tem a ver com cultivar,
com o campo. A família semântica da palavra cultura tem
a ver com ruralidade. Daí que a verdadeira cultura, tanto
popular como mais erudita, tenha necessidade de raízes (...) LER TUDO |
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Gramsci
e as políticas kulturais
Em
tese, a existência de políticas culturais a levar a cabo
pelo Estado sobretudo como forma de tentar incentivar a procura deste
tipo de indústrias – do cinema ao teatro, da música
aos livros - seria uma boa notícia, não se desse o
facto, hoje pacífico, deste tipo de políticas serem na
actualidade nada mais do que a mera colocação em
prática das convicções em tempos propostas a
destino por Gramsci. Ou seja, para além do título que
ostentam, estas “políticas culturais” que hoje se lobrigam
por toda a Europa nada têm a ver com a Cultura que supostamente
deveriam servir, sendo antes a sua negação. Na verdade,
falamos de uma espécie de política de “terra
queimada” (...) LER TUDO
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