TEMA DE FUNDO
Política Cultural
Para que serve? Apresenta resultados que se vejam, passíveis de apreciação? Obedece a alguma estratégia, pensada e rigorosa, com metas devidamente estabelecidas - uma visão de conjunto? Para além do episódio Berardo... quanto custa e a quem aproveita? Procurando mais fundo, tem hoje o Estado alguma ideia de Cultura, por pequena que seja, a ponto de atribuir verbas significativas sem que sejam perceptíveis os objectivos a que se propõe?
A Alameda Digital não pretende responder a todas estas questões. Antes pretende questionar e entender todas estas pequenas verdades nascidas do nada, em grande medida porque se propõe, também ela, abanar um pouco os alicerces culturais estabelecidos como inquestionáveis. É esse o nosso propósito. LER TUDO
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O Mito do Génio
Incompreendido e a Sua Função Política
Os intelectuais vivem
espiritualmente confinados em pequenos círculos de artistas e
literatos que se tomam a si mesmos por objectos de veneração,
conferindo desmesurada importância aos mínimos
pensamentos, gestos e actos dos seus membros. Como todas as
sociedades tribais, também estes grupos cultivam as suas
lendas, os seus mitos, (...) LER TUDO
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Duas eleições
Alberto
João e Carmona Rodrigues têm alguns pontos em comum.
Desde
logo, os dois estão à frente de centros de poder
importantes e cobiçados. Depois, ambos estão em
oposição à força política que
neste momento hegemonizou o poder central, e ameaça seriamente
submergir toda a sociedade portuguesa (...) LER TUDO
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Em
Cabinda, nada de novo
Em
Cabinda, esse antigo enclave português situado entre os Congos
de colonização belga e francesa, que se autodeterminou
no seio da soberania portuguesa nos finais do século XIX e
vive desde 1974 sob o domínio do MPLA, partido-estado, a
normalidade dos dias é habitualmente interrompida pelas
diversas manifestações de um poder ocupante, temperado
com a sedução reptilínea da política
luandense. (...) LER TUDO
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O Equilíbrio do
Ocidente
Ao contrário do
que é palavra comum o Ocidente não repousa sobre
divisões e brigadas, sobre concertações
económicas e monopolismos globais ou mesmo segundo um conjunto
de princípios que norteiam a sua acção.
O Ocidente é
fruto, essencialmente, de um modo de pensar que foi inscrito na sua
tradição desde os tempos da Grécia Clássica (...) LER TUDO |
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João
de Deus e a Sua Época
O ano de 1830 foi um ano de todas as contradições,
igual a muitos outros que ocorreram ao longo do século XIX
português. Sem qualquer dificuldade pode-se afirmar que foi o
século mais ideológico de toda a história
portuguesa. (...) LER TUDO
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“O seu a seu poema” de José Valle de Figueiredo
“O seu a seu poema” de José Valle
de Figueiredo compreende grande parte da obra literária do
Autor publicada entre 1959 e 2002. Impresso o conjunto de poemas em
finais do ano que há pouco findou, só no início
de 2007 é que o título começou a ser visto pelas
livrarias. Trata-se, para mim, de um dos grandes livros de 2006 (...) LER TUDO
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Até para o ano em Xavier
Eis-me subitamente em Pamplona, coração excêntrico
da briosa Navarra. Sentada na esplanada do Café Iruña, na Plaza del
Castillo, enquanto temperava a emoção com um sofrível café solo, imaginei-me acompanhada por D. Rafael Garcia
Serrano, o irónico e firme camisa vieja que tão
belas páginas escreveu. (...) LER TUDO
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Antes de perguntarmos para que servem as
políticas culturais, poderemos observar que nenhum governo as
dispensa. A política cultural tornou-se uma peça
indispensável da governação moderna, tão
universalmente reconhecida que os políticos nem se julgam
obrigados a justificá-la. A submissão a esta
necessidade não diferencia quadrantes ideológicos, é
matéria que paira acima das disputas de partido. Por muito
belos que sejam os discursos pelos quais os delegados da nação
professam o seu respeito e a sua admiração pela
espontânea criatividade, sabedoria e inspiração
do povo que os elegeu, todos acabam reconhecendo a necessidade de o
estado tutelar, incentivar, premiar, honrar, proteger, acolher,
sustentar, assegurar e conservar um grande número de
actividades e bens culturais que, deixados a si mesmos, não
teriam forças para subsistir.
E assim como não se gasta muita
tinta a produzir razões para que os governos tenham políticas
culturais, também pouco esforço se investe no
planeamento das mesmas, na sua submissão a um plano de longo
alcance. As políticas culturais reduzem-se, as mais das vezes,
a um hábil jogo de distribuição dos recursos do
estado pelos vários grupos que disputam o reconhecimento do
seu contributo para a prosperidade cultural da nação. É
a estes que compete a tarefa de produzir a justificação
teórica para a intervenção do estado na sua
esfera de actividade, explicando, [...] LER TUDO
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