Discurso
breve sobre a obra de Vieira
“Como hão-de ser as
palavras? Como as estrelas. As estrelas são muito distintas e
muito claras. Assim há-de ser o estilo da pregação,
muito distinto e muito claro”.
Porque assim lhe parece, o
Padre António Vieira adverte o leitor logo no Prólogo
das obras que ainda editou em vida: “Se gostas da afectação
e pompa das palavras e do estilo que chamam culto, não me
leias. Quando este estilo mais florescia, nasceram as primeiras
verduras do meu (que perdoarás, quando as encontrares), mas
valeu-me tanto sempre a clareza, que só porque me entendiam
comecei a ser ouvido, e o começavam também a ser os que
reconheciam o seu engano e mal se entendiam a si mesmos”. (...) LER TUDO
|
|
|
 |
António de Monforte
Raras vezes nos últimos
anos o pensamento do Integralismo Lusitano tem sido alvo de análises
isentas e descomplexadas. A sequência de livros que têm
vindo à estampa em tempos mais recentes tem vindo a cumprir
uma função apologética ou acusatória das
figuras do Integralismo Lusitano e do seu pensamento, tentando sempre
vincular ou ilibar os pensadores e seguidores do movimento de adesões
a ideias e posturas políticas que o nosso tempo execrou (...) LER TUDO
|
|
  |
Todos Nós Temos Amália na Voz
Em
Portugal, no ano de 1947, entre as sete longas-metragens estreadas,
surge Fado, História d’Uma Cantadeira, que, dez anos
depois, virá a ser o primeiro filme exibido pela Televisão
Portuguesa, no arranque da RTP.
O seu
realizador é Perdigão Queiroga, nascido em Évora,
em 1916, e morto fisicamente num acidente de automóvel, em
1980. Este, depois de uma fase de aprendizagem das técnicas
cinematográficas, trabalha como profissional (...) LER TUDO |
|
 |
"Reis de Portugal"
Quando do anúncio pelo «Circulo de Leitores» do seu propósito editorial de publicação de uma colecção de biografias dedicadas a cada um dos Reis de Portugal (34 volumes, cartonados, sobrecapas apelativas), no meu foro íntimo levantou-se a suspeita de que ele poderia vir a constituir um belo pretexto para adorno da sala-de-visitas de muitas casa portuguesas. Uma espécie de «bibelot» que, servindo de emulação às visitas pela sua visibilidade e extensão, aparentasse um interesse dos seus possuidores pela cultura e história pátria. (...) LER TUDO |
|
 |
Reduções
Intelectuais
Nem todo o pensamento
conduz à verdade e nos tempos que correm, quase todo o
pensamento é articulado com o intuito de a diminuir.
Desconstruir não é um processo errado, uma vez que se
constitui como um elemento essencial de qualquer pensamento que busca
fundamento. Se a desconstrução está bem patente
na proposta de conhecimento de Platão e Aristóteles, de
Santo Agostinho e São Tomás, prevalecendo como fenómeno
essencial na descoberta do Erro e em toda a posição
racional, é evidente que se continuarmos a perguntar “porquê?”
nenhuma verdade pode ser alcançada.(...) LER TUDO |
|
 |
Futuro incerto para a música clássica
em Portugal
O panorama dos concertos clássicos em
Portugal não é tão desanimador como se possa
pensar, mas está longe de ser exaltante.
O nosso país sempre teve bons compositores
e bons músicos (e a actualidade não é excepção),
mas ao longo dos tempos sofreu por estar na periferia, tendendo a
copiar os modelos, tanto de criação musical como de
concertos, da Europa. (...) LER TUDO |
|
 |
Clínica das Letras
Chás
e mezinhas Do paupérrimo panorama das letras lusas não
encontro autor para encimar esta coluna senão José Riço
Direitinho, por motivo da reedição do seu «Breviário
das Más Inclinações», estreado em 1994.
Uma
narrativa de grande fôlego sobre a vida e morte de José
de Risso, numa intriga com lobisomens — e também com lobos
que descem à aldeia em noites de luar enquanto os cães
uivam de susto e de morte. (...) LER TUDO
|
|
 |
| |
| |
|
| |
|
|