Ano I - Nº 7, Março/Abril de 2007
Alameda Digital
Um Crepúsculo Europeu
A propósito dos mergings and acquisitions meta-nacionais

Paradoxalmente, é no momento em que o binómio Nação-Estado triunfa como forma renascida de organização política por excelência, (na sequência da débacle do Império Soviético) que os discursos sobre a decadência ou obsolescência das nações começa também a adquirir toda a sua força. Uns, pregoeiros do pessimismo, procuram denunciar o desmoronamento interno, atribuindo o facto a uma patologia que afecta o corpo da Nação. (...) LER TUDO

Eurasismo: o fascínio das fantasias imperiais

Alguns leitores estarão a par da actual popularidade em certos círculos políticos e intelectuais, com expressão nomeadamente em Roma, Paris ou Berlim, para além do óbvio centro moscovita, de teorias geopolíticas que usam a denominação eurasismo. A esses não escapará a notória diferenciação desse eurasismo digamos que “ocidental” em relação ao fenómeno ideológico, geopolítico e historiográfico que esteve no princípio da designação. (...) LER TUDO

Uma Europa Mundialista

Há cinquenta anos poucos foram os que se aperceberam do que realmente estava por trás do Tratado de Roma (1957). Desde o Tratado de Paris e a criação da Comunidade Económica do Carvão e do Aço – integração económica que, dizia-se, terminaria com as rivalidades que haviam conduzido França e Alemanha à guerra por três vezes no espaço de três gerações – que Jean Monnet, Robert Schuman e demais colaboradores anunciavam um novo tempo, uma nova era que, baseada na integração económica e sepultando para sempre os “erros” do passado, traria a paz, a liberdade e o (...) LER TUDO

Europa: o Império Pacífico

A Europa é una no substracto religioso cristão comum a todos os seus povos e múltipla na diferenciação étnica e linguística que os europeus, aliás, nunca deixaram de percepcionar. Contudo, nem as variações étnicas nem as seculares fracturas intracristãs jamais puseram em causa uma identidade europeia que permite que um católico entre num templo ortodoxo com o mesmo respeito que um ortodoxo franqueie um templo católico, que um alemão conheça os preceitos da hospitalidade russa e um letão não estranhe o regime alimentar de um português. (...) LER TUDO

O “Mein Kampf” do Europeísmo

“Europa e Europeus”, por Max Beloff e outros, é um livro que foi gerado para servir de mentor ideológico aos adeptos do europeísmo nascido no pós-guerra. Vindo a público sob a protecção das mais altas instâncias europeias, foi esperado e anunciado como a obra que revelaria a existência de fundas raízes culturais imanentes ao projecto de unificação da Europa. Traduzido em várias línguas, não se mostrou tão persuasivo como os seus patrocinadores esperavam. Ao fim de poucos meses jazia esquecido no fundo das estantes. (...) LER TUDO

A “Constituição Europeia” em Ré menor

Escrevemos há cerca de dois anos no “Diário de Notícias”, por alturas do “não” do eleitorado francês ao Tratado Constitucional Europeu, um artigo denominado “França Mata Constituição Europeia”.
Dissemos, então, que a rejeição francesa desse Tratado seria bem diferente da recusa referendária dos tratados de Maastricht e Nice, respectivamente pela Dinamarca e pela Irlanda. Isto porque, enquanto em relação àqueles pequenos Estados, a União poderia sempre forçá-los a repetir os actos referendários até o “sim” vencer, já quanto á França a situação seria muito diferente, dada a inviabilidade da construção de uma Europa política de costas voltadas para um dos grandes Estados fundadores que integram o seu motor de arranque. (...) LER TUDO

Um crepúsculo europeu

No final de Maio de 2003, Jürgen Habermas e Jacques Derrida subscrevem um texto, inicialmente publicado no Frankfurter Allgemeine Zeitung e no Libération, defendendo a necessidade de acelerar a unificação no espaço da União Europeia (UE), assente no eixo franco-alemão. A tese era a de que se tornava indispensável este processo, que seria seguido de bom grado por Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo, para tornar exequível um contrapeso ao “unilateralismo hegemónico dos Estados Unidos” no plano internacional. Tendo como pano de fundo os acontecimentos que antecederam a ofensiva contra o regime de Saddam e a clivagem no interior da UE entre governos em sintonia com Washington e aqueles que se opunham a uma solução militar para o Iraque, o texto de Habermas-Derrida contém e vive de todos os mitos e erros (...) LER TUDO

Tolerar a tolerância?

A história tem sido feita da constante luta entre contrários. Talvez aqueles que se geram mutuamente e que foram brilhantemente expostos por Sócrates, já no cárcere. Certamente, não são eles que se subjugam a uma qualquer ideologia uniformizadora do passado, presente e futuro. Aliás, no campo político são as ideologias as que mais provocam o sentimento bélico do governo dos povos, levando a extremos defendidos de arma em punho, como se as ideias valessem mais que a realidade. (...) LER TUDO

E que tal um referendo?

A Fischer, ministro alemão dos negócios estrangeiros, devemos desde logo louvar-lhe a sinceridade. Com efeito, disse para quem o quisesse ler o que os responsáveis políticos europeus, com a conivência da esmagadora maioria da opinião publicada, escondem o mais que podem: está em curso, implacável, um projecto supranacional de destruição da independência nacional das nações europeias. (...) LER TUDO

Carta a minha filha: Da Europa à Anti-Europa

Escrevo-ta porque és verdadeiramente europeia. Porque foste concebida em Portugal, em Fátima, porque nas tuas veias corre sangue espanhol, francês e alemão. Porque cresceste no Reino Unido. Porque falas vários idiomas e, além disso, já sabes alguma coisa de latim. Porque em ti vê o teu pai, que te ama profundamente, reflectida uma certa ideia carolíngia que me enche de saudade. E porque, acima de tudo, és católica, que é a verdadeira Fé: "Unique et Vraie", como te faço repetir frequentemente, petite chouanne. Porque a única maneira de se ser verdadeiramente europeu é ser-se católico. Os que o não são e os que combatem a nossa Santa Religião são destruidores da Europa, (...) LER TUDO

   
A propósito dos mergings and acquisitions meta-nacionais
Eurasismo : o fascínio das fantasias imperiais
Uma Europa Mundialista
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A  boceta de Pandora
Quase Memórias. Almeida Santos* - Comentário ao 1.º Volume
Quase Memórias. Almeida Santos* - Comentário ao 2.º Volume
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