A propósito dos mergings and
acquisitions meta-nacionais
Paradoxalmente, é no momento em que o binómio
Nação-Estado triunfa como forma renascida de
organização política por excelência, (na
sequência da débacle do Império Soviético)
que os discursos sobre a decadência ou obsolescência das
nações começa também a adquirir toda a
sua força. Uns, pregoeiros do pessimismo, procuram denunciar o
desmoronamento interno, atribuindo o facto a uma patologia que afecta
o corpo da Nação. (...) LER TUDO
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Eurasismo: o fascínio das fantasias imperiais
Alguns
leitores estarão a par da actual popularidade em certos
círculos políticos e intelectuais, com expressão
nomeadamente em Roma, Paris ou Berlim, para além do óbvio
centro moscovita, de teorias geopolíticas que usam a
denominação eurasismo.
A
esses não escapará a notória diferenciação
desse eurasismo digamos que “ocidental” em relação
ao fenómeno ideológico, geopolítico e
historiográfico que esteve no princípio da designação. (...) LER TUDO
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Uma Europa Mundialista
Há
cinquenta anos poucos foram os que se aperceberam do que realmente
estava por trás do Tratado de Roma (1957). Desde o Tratado de
Paris e a criação da Comunidade Económica do
Carvão e do Aço – integração económica
que, dizia-se, terminaria com as rivalidades que haviam conduzido
França e Alemanha à guerra por três vezes no
espaço de três gerações – que Jean
Monnet, Robert Schuman e demais colaboradores anunciavam um novo
tempo, uma nova era que, baseada na integração
económica e sepultando para sempre os “erros” do passado,
traria a paz, a liberdade e o (...) LER TUDO
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Europa: o Império Pacífico
A Europa é una no substracto religioso cristão comum a todos os seus
povos e múltipla na diferenciação étnica e linguística que os
europeus, aliás, nunca deixaram de percepcionar. Contudo, nem as
variações étnicas nem as seculares fracturas intracristãs jamais
puseram em causa uma identidade europeia que permite que um católico
entre num templo ortodoxo com o mesmo respeito que um ortodoxo
franqueie um templo católico, que um alemão conheça os preceitos da
hospitalidade russa e um letão não estranhe o regime alimentar de um
português. (...) LER TUDO |
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O “Mein Kampf” do Europeísmo
“Europa e Europeus”,
por Max Beloff e outros, é um livro que foi gerado para servir
de mentor ideológico aos adeptos do europeísmo nascido
no pós-guerra. Vindo a público sob a protecção
das mais altas instâncias europeias, foi esperado e anunciado
como a obra que revelaria a existência de fundas raízes
culturais imanentes ao projecto de unificação da
Europa. Traduzido em várias línguas, não se
mostrou tão persuasivo como os seus patrocinadores esperavam.
Ao fim de poucos meses jazia esquecido no fundo das estantes. (...) LER TUDO
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A
“Constituição Europeia” em Ré menor
Escrevemos
há cerca de dois anos no “Diário de Notícias”,
por alturas do “não” do eleitorado francês ao
Tratado Constitucional Europeu, um artigo denominado “França
Mata Constituição Europeia”.
Dissemos,
então, que a rejeição francesa desse Tratado
seria bem diferente da recusa referendária dos tratados de
Maastricht e Nice, respectivamente pela Dinamarca e pela Irlanda.
Isto porque, enquanto em relação àqueles
pequenos Estados, a União poderia sempre forçá-los
a repetir os actos referendários até o “sim”
vencer, já quanto á França a situação
seria muito diferente, dada a inviabilidade da construção
de uma Europa política de costas voltadas para um dos grandes
Estados fundadores que integram o seu motor de arranque. (...) LER TUDO |
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Um crepúsculo europeu
No
final de Maio de 2003, Jürgen Habermas e Jacques Derrida
subscrevem um texto, inicialmente publicado no Frankfurter
Allgemeine Zeitung e no Libération, defendendo a
necessidade de acelerar a unificação no espaço
da União Europeia (UE), assente no eixo franco-alemão.
A tese era a de que se tornava indispensável este processo,
que seria seguido de bom grado por Itália, Bélgica,
Holanda e Luxemburgo, para tornar exequível um contrapeso ao
“unilateralismo hegemónico dos Estados Unidos” no plano
internacional. Tendo
como pano de fundo os acontecimentos que antecederam a ofensiva
contra o regime de Saddam e a clivagem no interior da UE entre
governos em sintonia com Washington e aqueles que se opunham a uma
solução militar para o Iraque, o texto de
Habermas-Derrida contém e vive de todos os mitos e erros (...) LER TUDO
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Tolerar a
tolerância?
A
história tem sido feita da constante luta entre contrários.
Talvez aqueles que se geram mutuamente e que foram brilhantemente
expostos por Sócrates, já no cárcere.
Certamente, não são eles que se subjugam a uma qualquer
ideologia uniformizadora do passado, presente e futuro. Aliás,
no campo político são as ideologias as que mais
provocam o sentimento bélico do governo dos povos, levando a
extremos defendidos de arma em punho, como se as ideias valessem mais
que a realidade. (...) LER TUDO
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E que tal um referendo?
A
Fischer, ministro alemão dos negócios estrangeiros,
devemos desde logo louvar-lhe a sinceridade. Com efeito, disse para
quem o quisesse ler o que os responsáveis políticos
europeus, com a conivência da esmagadora maioria da opinião
publicada, escondem o mais que podem: está em curso,
implacável, um projecto supranacional de destruição
da independência nacional das nações europeias. (...) LER TUDO
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Carta a minha filha: Da Europa à Anti-Europa
Escrevo-ta
porque és verdadeiramente europeia. Porque foste concebida em
Portugal, em Fátima, porque nas tuas veias corre sangue
espanhol, francês e alemão. Porque cresceste no Reino
Unido. Porque falas vários idiomas e, além disso, já
sabes alguma coisa de latim. Porque em ti vê o teu pai, que te
ama profundamente, reflectida uma certa ideia carolíngia que
me enche de saudade. E porque, acima de tudo, és católica,
que é a verdadeira Fé: "Unique
et Vraie", como te faço repetir
frequentemente, petite chouanne.
Porque a única maneira de se ser verdadeiramente europeu é
ser-se católico. Os que o não são e os que
combatem a nossa Santa Religião são destruidores da
Europa, (...) LER TUDO
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