Ano I - Nº 7, Março/Abril de 2007
Alameda Digital
Europeísmos
O PASQUIM DA REACÇÃO
Terapias de Substituição

por Corcunda

Através de disfarces o regime vai continuando. Ele não é a defesa da anarquia e do poder popular, como durante tantos anos a direita mais míope pensou. É a ditadura do vazio, que é uma réplica subreptícia de tudo o que tivemos de mau no século XX, mas com bens de consumo.

Diziam-me que a diferença entre o Estado Novo e Abril era a existência de uma polícia política. É verdade, mas basta que se tipifiquem na lei comum crimes de consciência, para que uma polícia se assemelhe funcionalmente à PIDE.

Não me parece que exista alguma dúvida de que uma grande parcela dos males do Estado Novo foi a impreparação dos censores e da polícia política. Gente impreparada e analfabeta estava sempre disposta a usar o lápis e a “conversinha” para dissuadir todas as ideias que não conseguiam compreender, mesmo as que não iam contra os princípios da ordem pública. É isto que me vem ao espírito ao ler que foram apreendidos exemplares do Triunfo dos Porcos de Orwell na sede do PNR.

Se fico sempre feliz quando há operações contra o tráfico de droga e contra a posse ilegal de armas bem sucedidas (aguardo os resultados desta e o número de condenações), fico mais preocupado quando se pune a posse de livros. A Biblioteca da CML tem várias edições do Mein Kampf, assim como a Biblioteca de qualquer universidade tem de possuír uma quantidade de escritos anti-semitas e racistas. Estarão a fazer difusão de mensagens de ódio? E o que dizer da iconografia de defesa do tráfico de estupefacientes que todos os dias encontramos nas ruas sob a forma da folha de “cannabis”? Porque não é esse apelo a uma prática criminosa atacado como os portadores de suásticas e de mensagens racistas?

Da minha mente deformada não sai nunca nenhuma defesa da “liberdade de expressão”, porque não o considero como um direito em todo o tempo e lugar. Aceito restrições à liberdade de expressão, mas apenas em casos que não sejam de consciência, mas de perigo real (atentado à vida, propriedade, bom nome) que represente uma ameaça política. Aceitaria todas estas acções se elas representassem um perigo maior que o que é gerado pelos ódios de classe instigados por Louçã, Odete Santos e comparsas.

Aceitaria tudo isto de bom grado se não me viessem com a conversa das liberdades de consciência e da democracia...

 
   
A propósito dos mergings and acquisitions meta-nacionais
Eurasismo : o fascínio das fantasias imperiais
Uma Europa Mundialista
Europa: o Império Pacífico
O “Mein Kampf” do Europeísmo
A “Constituição Europeia” em Ré menor
Um crepúsculo europeu
Tolerar a tolerância?
E que tal um referendo?
Carta a minha filha: Da Europa à Anti-Europa

A  boceta de Pandora
Quase Memórias. Almeida Santos* - Comentário ao 1.º Volume
Quase Memórias. Almeida Santos* - Comentário ao 2.º Volume
Concurso “Os Grandes Portugueses” -
O Povo não é estúpido!
A corrupção

Rabos-de-palha na história do 11 de Setembro

Referendo do Aborto, Cânone 915 e Comunhão Eucarística
Uma epidemia de infanticídios

Discurso breve sobre a obra de Vieira
António de Monforte
Todos Nós Temos Amália na Voz
"Reis de Portugal"
Reduções Intelectuais
Futuro incerto para a música clássica em Portugal
Clínica das Letras

Uma perspectiva histórica sobre as revoltas militares em Portugal
Eleições no Sidonismo
Relação militar dos Portugueses com o Império do Meio (parte II)

Grã-Bretanha
Buenos Aires

Editorial
Ecos da blogosfera
Capa

Nacional Internacional Cultura História Europeísmos Sociedade Ficha Técnica Publicidade Contactos Apoie-nos