TEMA DE FUNDO
A Direita e as Direitas
No número 58 da revista Futuro Presente justamente dedicado ao tema das “Direitas”, Miguel Freitas da Costa recordava a frase lapidar do crítico marxista Guido Aristarco: “Quem não é comunista é fascista, use camisa negra ou não”. Descontando o exagero, certo é que em grande medida a Direita vem sendo, aos olhos do grande público, aquilo que a esquerda dela escreve e diz. Acresce que não há uma Direita tout court - antes várias -, nem sequer um conjunto de traços comuns pacificamente aceites por todos que as reconheçam e unam enquanto tal. Estamos então perante algo que não se sabe muito bem o que seja, embora quase toda a gente a reconheça quando com ela é confrontado.
Num momento em que em Portugal é frequente ouvir falar na refundação da Direita ainda que mal se perceba o que quer isso significar, a Alameda Digital lança o seu contributo para o debate. Também nestas páginas convivem várias Direitas, mas com a vantagem de serem, todas elas, vistas do lado de cá: a Direita vista pela Direita poderia ser outro dos títulos desta edição. Que siga o debate. LER TUDO
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Fátima
... o
grito de fé de um povo
[por Madalena Fontoura] - NOVO
O
que é que celebramos ao fim destes
noventa anos? O que é que significa para nós 13 de Maio
de 2007? Conhecemos os factos, as palavras e os protagonistas – dos
três pastorinhos ao Papa João Paulo II, que se tornou
decisivo para que Fátima se tornasse verdadeiramente o altar
do mundo. (...) LER TUDO
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90
anos depois…
[por Rui Corrêa d'Oliveira] - NOVO
90 anos
depois vale a pena darmo-nos conta de como foi simples, sem deixar de
ser grande, o que aconteceu em Fátima.
O Céu
irrompeu no meio do que de mais normal acontecia no dia-a-dia
daquelas três crianças de Aljustrel. Não esperou
momentos altos, nem solenes; não os retirou do buliço
dos seus trabalhos; (...) LER TUDO
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A
direita que não quer ser
[por Manuel Azinhal]
Aceitando
os dados oferecidos pela experiência histórica, é
forçoso constatar que a direita existe. Tem existido sempre,
na vida política contemporânea, uma esquerda que se
identifica e uma direita identificável. Pese embora a
frequente ausência de autoidentificação, esta é
geralmente encontrável e localizável, em cada
confrontação política. (...) LER TUDO |
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Cinco
notas políticas sobre a direita em Portugal
[por Abel Morais]
A
direita não existe em Portugal – por si. Existe em função
de definições externas. A direita não existe por
direito próprio. Existe na dimensão em que lhe é
permitida a expressão.
A
direita não existe em Portugal por ter projecto próprio,
por se definir, caracterizar (...) LER TUDO |
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Sobre Direitas, Esquerdas e a emergência de um Critério
[por Jorge Azevedo Correia]
Quando se procuram
elementos para a distinção de Direitas e Esquerdas
surgem inevitavelmente questões de perspectiva que representam
uma apreensão e intervenção sobre os fenómenos
analisados. Como em tudo, é inevitável que as ideias e
conceitos que descrevem a realidade condicionem essa percepção.
Na política moderna tal é sentido com maior
intensidade. Intensidade que parece subverter a subversão das
grelhas analíticas aos altares da finalidade (...) LER TUDO |
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Exercício Contra-Revolucionários
[por Mário Casa-Nova Martins]
Admirável coisa esta de defender causas
vencidas, homens vencidos, sobre que as vagas alterosas da Vitória
passam, altaneiras e invencíveis! Com essa defesa, não
se colhem bens, nem louros; colhem-se antes desgostos e lágrimas.
Mas fica-nos a consciência tão límpida como água
que brota de rocha virgem (...) LER TUDO |
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Dois filmes a emitir pela RTP2
[por Heduíno Gomes Vilar]
Observando ambos os filmes,
podem fazer-se deles as observações que se seguem. Nos filmes, é usada a
máscara da «ciência» e da «pedagogia»
para encobrir uma visão amoral do mundo. Com efeito, trata-se
de uma ciência de trazer por casa e de uma pedagogia
permissiva, onde temas íntimos são colocados fora do
tempo certo, fora do local certo, fora do modo certo, fora da moral e
até fora da sanidade mental (...) LER TUDO
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Esquerda e direita.
Esta fórmula tão cómoda para ordenar ideologias,
pressupondo a existência de um ponto geométrico à
volta do qual se definem as alianças e as oposições,
desde cedo revelou a sua dupla face: por um lado o poder de sedução,
que a transportou a latitudes muito distantes da política
parlamentar onde nascera, tornando-a um dado constante na explicação
de quase todos os conflitos humanos. Por outro lado, o carácter
esquivo a definições rigorosas, que possam conferir
sólida consistência a estes conceitos. Em meados do
século XIX, os autores do primeiro Dicionário Político
que se publicou em França declararam fora de uso, inúteis
e obsoletos os conceitos de direita e esquerda. Já não
serviam para descrever as forças em presença na vida
política europeia. Mas era tarde para descartar estas
etiquetas. Uma vasta literatura, na Europa e na América,
tinha-se apoderado delas e detectara nos mais diferentes ramos da
actividade social o antagonismo das esquerdas com as direitas, desde
os espirituais domínios da religião até às
mais terrenas explorações da ciência, sem
esquecer a arte, a moral, a psicologia, a pedagogia e tantos outros. [...] LER TUDO
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