A Vitória do
Centro à Direita
[por Jorge Azevedo Correia]
Nos últimos
meses viveram-se momentos estranhos “à direita”, que
culminaram no fim de um projecto de autonomia e sedimentação
de princípios que existia há vários anos.
Observar-se Ribeiro e
Castro, figura destacada do “centrismo” no seio do CDS,
apresentar-se como paladino da matriz ideológica de direita,
foi uma dessas surpresas. Ribeiro e Castro que havia batido a porta
no consulado de Adriano Moreira, (...) LER TUDO |
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A Direita “mole”
[por Marcos Pinho de Escobar]
Esquerda,
Direita … Nunca é demais recordar que a clivagem
esquerda-direita tem origem histórica na Assembleia
Constituinte da França revolucionária (1789-1791).
Reunida pela primeira vez na sala rectangular do Manège,
no palácio das Tuileries, os deputados adoptaram uma
distribuição espacial em função de sua
posição relativamente à questão do veto
real (...) LER TUDO
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Como eu entendo a direita necessária
[por Jorge Ferreira]
Já esteve na moda
considerar que a clivagem entre a esquerda e a direita estava
ultrapassada. E, nalguns casos de certas causas pois pode estar. Mas
a diferença está sempre lá, como diferença
muitas vezes oculta, como referencia identitária de lutas e
combates do passado, como lugar mítico até de encontros
e desencontros. Mas, sobretudo, há valores que distinguem e
que no dia-a-dia das decisões políticas no mínimo
as inspiram e no máximo as determinam (...) LER TUDO |
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A
direita que não quer ser
[por Manuel Azinhal]
Aceitando
os dados oferecidos pela experiência histórica, é
forçoso constatar que a direita existe. Tem existido sempre,
na vida política contemporânea, uma esquerda que se
identifica e uma direita identificável. Pese embora a
frequente ausência de autoidentificação, esta é
geralmente encontrável e localizável, em cada
confrontação política.
Penso
por isso que, ainda que não diga o nome, parece não
suscitar dúvidas a sua existência – com o respeito
devido aos que já explicaram que ela não existe (...) LER TUDO |
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A direita nunca existiu [por Eduardo Freitas da Costa]
Desde sempre - e mais
agudamente, como é natural, nas épocas de crise - é
costume observar-se que a “direita” não se sabe organizar,
não tem capacidade para se defender, nem mostra a menor
habilidade para assaltar o poder; que a “direita” não
aparece, não vai votar quando é preciso, nunca promove
esmagadoras mobilizações de massas; que a “direita”
é apática, passiva, não se mexe, não se
agita nem agita quem quer que seja. Quem não ouviu já
estas ou parecidas acusações, repetidas - com
desencantada tristeza por uns, com feroz alegria por outros – não
apenas em Portugal, é claro, mas em Espanha, em França,
na Itália... por toda a parte? (...) LER TUDO
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Cinco
notas políticas sobre a direita em Portugal
[por Abel Morais]
A
direita não existe em Portugal – por si. Existe em função
de definições externas. A direita não existe por
direito próprio. Existe na dimensão em que lhe é
permitida a expressão.
A
direita não existe em Portugal por ter projecto próprio,
por se definir, caracterizar e actuar por si, delimitar as suas
fronteiras ideológicas e esfera de actuação,
mobilizar meios e sectores sociais. Existe porque alguns projectos
são rotulados como tal (...) LER TUDO |
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Direita nunca existiu
[por Miguel Freitas da Costa]
Na
pré-história daquilo a que se chamou "revolução
conservadora", nos Estados Unidos, o senador Barry Goldwater,
candidato do Partido Republicano à Presidência, contra o
democrata Lyndon Johnson (estamos em 1964), tinha um slogan "In
your heart you know he's right". A campanha do Partido
Democrático fez colar em cima dos cartazes e outdoors do
candidato republicano uma faixa que dizia, simplesmente, "Yes,
extreme right". Não se sabe em que medida esta brilhante
ideia contribuiu para o resultado, mas o senador do Arizona sofreu
uma das maiores derrotas de todos os tempos na história das
presidenciais americanas. (...) LER TUDO
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Sobre Direitas, Esquerdas e a emergência de um Critério
[por Jorge Azevedo Correia]
Quando se procuram
elementos para a distinção de Direitas e Esquerdas
surgem inevitavelmente questões de perspectiva que representam
uma apreensão e intervenção sobre os fenómenos
analisados. Como em tudo, é inevitável que as ideias e
conceitos que descrevem a realidade condicionem essa percepção.
Na política moderna tal é sentido com maior
intensidade. Intensidade que parece subverter a subversão das
grelhas analíticas aos altares da finalidade e de projectos
políticos predeterminados (...) LER TUDO
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Ideologia
e Verdade
[por Simão dos Reis Agistinho]
A eterna
disputa entre direita e esquerda políticas é a guerra
civil institucionalizada do sistema ideológico. Comunistas,
Socialistas, Social-democratas, Liberais, Fascistas ou qualquer outra
facção que ponha o querer das ideias sobre a boa
imposição da realidade contribui, de forma desastrosa,
para a luta interminável entre pólos e o descorar de um
olhar descomprometido mas responsável do real.
Acontece
que votámos toda a actividade política a isto. Depois
de iniciada uma determinada corrente da história nas terras de
França, ao sabor de sangue guilhotinado e de perseguição
motivada pelo ódio, (...) LER TUDO |
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Direitas … "à la gauche"
[por Rafael Castela Santos]
Houve tempos
em que não havia nem direitas nem esquerdas. Mas veio a
Revolução Francesa e naquele iníquo parlamento sentaram-se
no lado direito os que queriam fazer uma Revolução sem pressas e,
no lado esquerdo, os mais apressados em revolucionar aquela França que -
com todos os seus defeitos - era hegemónica no mundo.
Houve um
tempo em que, ressalvando as devidas distâncias, ser de direita era
posicionar-se no lado correcto, e por isso se diz "right" em
inglês ou "recht" em alemão (...) LER TUDO
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Notas avulsas e Direitas polémicas
[por Pedro Guedes da Silva]
Por
muito que isso não agrade aos mais reputados pensadores das
direitas que o sistema aceita, a verdade inquestionável é
que aquilo a que chamamos direita está muito longe de ser uma
realidade uniforme. Com efeito, entre as direitas podemos considerar
dois ou três pontos de contacto – um certo pessimismo
antropológico, a valorização da independência
nacional, a recusa de mitos igualitários e uma dose razoável
de realismo político - e pouco mais (para não mencionar
alguns contextos em que a história provou que nada unia “as
direitas”). Tenha-se então, como ponto de partida, a
capacidade de dar por válida a resposta de Prezzolini na Intervista sulla Destra em que considera poder apenas
falar-se do “conjunto das Direitas, das que recordámos e
das que esquecemos” (...) LER TUDO |
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A Direita portuguesa, uma direita "britânica"?
[por Miguel Castelo Branco]
A utilidade das generalizações tipológicas reside no facto de
atentarem apenas nas linhas de força e nos contornos, escondendo a
riqueza e multiplicidade de aspectos, as especificidades e
idiossincracias. Se a este afã domesticador, se se terraplanarem
(minimizando-os ou, quantas vezes, esquecendo-os) aspectos epocais,
locais, sociais, individuais e factuais, as ideias surgem com
magnífica universalidade mas não resistem a uma acareação documental.
A história das ideias políticas vive, assim, em permanente tensão
entre o que estas supostamente unem e recobrem e o metatexto histórico
nacional em que se enxertam; ou seja, tudo o que existe de específico
do meio. (...) LER TUDO |
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