Ano I - Nº 8, Maio/Junho de 2007
Alameda Digital
A Direita e as Direitas
A Vitória do Centro à Direita
[por Jorge Azevedo Correia]

Nos últimos meses viveram-se momentos estranhos “à direita”, que culminaram no fim de um projecto de autonomia e sedimentação de princípios que existia há vários anos.
Observar-se Ribeiro e Castro, figura destacada do “centrismo” no seio do CDS, apresentar-se como paladino da matriz ideológica de direita, foi uma dessas surpresas. Ribeiro e Castro que havia batido a porta no consulado de Adriano Moreira, (...) LER TUDO

A Direita “mole”
[por Marcos Pinho de Escobar]

Esquerda, Direita … Nunca é demais recordar que a clivagem esquerda-direita tem origem histórica na Assembleia Constituinte da França revolucionária (1789-1791). Reunida pela primeira vez na sala rectangular do Manège, no palácio das Tuileries, os deputados adoptaram uma distribuição espacial em função de sua posição relativamente à questão do veto real (...) LER TUDO

Como eu entendo a direita necessária
[por Jorge Ferreira]

Já esteve na moda considerar que a clivagem entre a esquerda e a direita estava ultrapassada. E, nalguns casos de certas causas pois pode estar. Mas a diferença está sempre lá, como diferença muitas vezes oculta, como referencia identitária de lutas e combates do passado, como lugar mítico até de encontros e desencontros. Mas, sobretudo, há valores que distinguem e que no dia-a-dia das decisões políticas no mínimo as inspiram e no máximo as determinam (...) LER TUDO

A direita que não quer ser
[por Manuel Azinhal]

Aceitando os dados oferecidos pela experiência histórica, é forçoso constatar que a direita existe. Tem existido sempre, na vida política contemporânea, uma esquerda que se identifica e uma direita identificável. Pese embora a frequente ausência de autoidentificação, esta é geralmente encontrável e localizável, em cada confrontação política.
Penso por isso que, ainda que não diga o nome, parece não suscitar dúvidas a sua existência – com o respeito devido aos que já explicaram que ela não existe (...) LER TUDO

A direita nunca existiu
[por Eduardo Freitas da Costa]

Desde sempre - e mais agudamente, como é natural, nas épocas de crise - é costume observar-se que a “direita” não se sabe organizar, não tem capacidade para se defender, nem mostra a menor habilidade para assaltar o poder; que a “direita” não aparece, não vai votar quando é preciso, nunca promove esmagadoras mobilizações de massas; que a “direita” é apática, passiva, não se mexe, não se agita nem agita quem quer que seja. Quem não ouviu já estas ou parecidas acusações, repetidas - com desencantada tristeza por uns, com feroz alegria por outros – não apenas em Portugal, é claro, mas em Espanha, em França, na Itália... por toda a parte? (...) LER TUDO

Cinco notas políticas sobre a direita em Portugal
[por Abel Morais]

A direita não existe em Portugal – por si. Existe em função de definições externas. A direita não existe por direito próprio. Existe na dimensão em que lhe é permitida a expressão.
A direita não existe em Portugal por ter projecto próprio, por se definir, caracterizar e actuar por si, delimitar as suas fronteiras ideológicas e esfera de actuação, mobilizar meios e sectores sociais. Existe porque alguns projectos são rotulados como tal (...) LER TUDO

Direita nunca existiu
[por Miguel Freitas da Costa]

Na pré-história daquilo a que se chamou "revolução conservadora", nos Estados Unidos, o senador Barry Goldwater, candidato do Partido Republicano à Presidência, contra o democrata Lyndon Johnson (estamos em 1964), tinha um slogan "In your heart you know he's right". A campanha do Partido Democrático fez colar em cima dos cartazes e outdoors do candidato republicano uma faixa que dizia, simplesmente, "Yes, extreme right". Não se sabe em que medida esta brilhante ideia contribuiu para o resultado, mas o senador do Arizona sofreu uma das maiores derrotas de todos os tempos na história das presidenciais americanas. (...) LER TUDO

Sobre Direitas, Esquerdas e a emergência de um Critério
[por Jorge Azevedo Correia]

Quando se procuram elementos para a distinção de Direitas e Esquerdas surgem inevitavelmente questões de perspectiva que representam uma apreensão e intervenção sobre os fenómenos analisados. Como em tudo, é inevitável que as ideias e conceitos que descrevem a realidade condicionem essa percepção. Na política moderna tal é sentido com maior intensidade. Intensidade que parece subverter a subversão das grelhas analíticas aos altares da finalidade e de projectos políticos predeterminados (...) LER TUDO

Ideologia e Verdade
[por Simão dos Reis Agistinho]

A eterna disputa entre direita e esquerda políticas é a guerra civil institucionalizada do sistema ideológico. Comunistas, Socialistas, Social-democratas, Liberais, Fascistas ou qualquer outra facção que ponha o querer das ideias sobre a boa imposição da realidade contribui, de forma desastrosa, para a luta interminável entre pólos e o descorar de um olhar descomprometido mas responsável do real.
Acontece que votámos toda a actividade política a isto. Depois de iniciada uma determinada corrente da história nas terras de França, ao sabor de sangue guilhotinado e de perseguição motivada pelo ódio, (...) LER TUDO

Direitas … "à la gauche"
[por Rafael Castela Santos]

Houve tempos em que não havia nem direitas nem esquerdas. Mas veio a Revolução Francesa e naquele iníquo parlamento sentaram-se no lado direito os que queriam fazer uma Revolução sem pressas e, no lado esquerdo, os mais apressados em revolucionar aquela França que - com todos os seus defeitos - era hegemónica no mundo.
Houve um tempo em que, ressalvando as devidas distâncias, ser de direita era posicionar-se no lado correcto, e por isso se diz "right" em inglês ou "recht" em alemão (...) LER TUDO

Notas avulsas e Direitas polémicas
[por Pedro Guedes da Silva]

Por muito que isso não agrade aos mais reputados pensadores das direitas que o sistema aceita, a verdade inquestionável é que aquilo a que chamamos direita está muito longe de ser uma realidade uniforme. Com efeito, entre as direitas podemos considerar dois ou três pontos de contacto – um certo pessimismo antropológico, a valorização da independência nacional, a recusa de mitos igualitários e uma dose razoável de realismo político - e pouco mais (para não mencionar alguns contextos em que a história provou que nada unia “as direitas”). Tenha-se então, como ponto de partida, a capacidade de dar por válida a resposta de Prezzolini na Intervista sulla Destra em que considera poder apenas falar-se do “conjunto das Direitas, das que recordámos e das que esquecemos” (...) LER TUDO

A Direita portuguesa, uma direita "britânica"?
[por Miguel Castelo Branco]

A utilidade das generalizações tipológicas reside no facto de atentarem apenas nas linhas de força e nos contornos, escondendo a riqueza e multiplicidade de aspectos, as especificidades e idiossincracias. Se a este afã domesticador, se se terraplanarem (minimizando-os ou, quantas vezes, esquecendo-os) aspectos epocais, locais, sociais, individuais e factuais, as ideias surgem com magnífica universalidade mas não resistem a uma acareação documental. A história das ideias políticas vive, assim, em permanente tensão entre o que estas supostamente unem e recobrem e o metatexto histórico nacional em que se enxertam; ou seja, tudo o que existe de específico do meio. (...) LER TUDO

   
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