NOVA FRENTE
O Mundo é Pequeno
Eduardo Prado Coelho e Rodrigo Emílio são rapazes da mesma criação. Nados em Lisboa no ano pressago de 1944, um em Fevereiro e o outro em Março, estudaram juntos no Liceu Camões e matricularam-se a par no curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras.
Contava-me o desleixado Rodrigo que, no liceu, onde funcionava uma conhecida secção da Mocidade Portuguesa, foi várias vezes repreendido pelo exemplar Eduardinho, modelo de disciplina e aprumo no fardar. Foram ambos alunos de Virgílio Ferreira nos dois anos lectivos imediatamente anteriores à admissão universitária. O Rodrigo teve o bom (ou mau) sestro de inspirar a Prado Coelho o poema (...) LER TUDO
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TOMAR PARTIDO
A Nova Cartilha
O óbvio. O óbvio que ninguém conhece a não ser quem o invoca. O óbvio, a nova figura de estilo que suporta o segredo do Estado falado. O Dalai Lama não é recebido pelo Governo por razões óbvias. Quais? Deduzam, oh palermas! Descubram, oh chatos! Ide todos bugiar mais as explicações. É óbvio. Ponto. Pronto. Chega. Não cusquem. Ascendam ao nível superior do ministerial óbvio. Gonçalo Amaral é despachado da PJ de Portimão. Lá está: por razões óbvias. Quais? Estúpidos! Pelas óbvias. (...) LER TUDO
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ETERNAS SAUDADES DO FUTURO
O Último Romântico da Sétima Arte
Quem quiser compreender a razão de se chamar Autor a um realizador de Cinema deverá mergulhar de cabeça na sereníssima e profunda Obra de Eric Rohmer. Este último grande Mestre da Sétima Arte (pronto, já disse) nasceu em 1920 e está mais vivo do que muitos rapazolas que para aí andam armados em artistas. De forma discreta, mas sábia e firme, exerce os ofícios de crítico, jornalista, argumentista, escritor e professor, para além da sua principal actividade como realizador (...) LER TUDO
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O SEXO DOS ANJOS
Sobre prisões preventivas
O mais vulgar dos fundamentos para a aplicação da prisão preventiva é o receio de continuação da actividade criminosa do arguido. Muito mais do que os outros legalmente previstos, como o perigo de fuga ou de alarme social no caso de libertação do detido.
Por outras palavras: determina-se que alguém fique preso, apesar de ainda não ter sido condenado, porque está fortemente indiciado que ele praticou um crime ou crimes, e sobretudo porque se prevê que ele em liberdade vá praticar outros - o que se pretende (...) LER TUDO
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