A natalidade em Portugal
[por Fernando Castro]
Conforme
amplamente noticiado pela comunicação social, Portugal
atingiu, em 2006, o mínimo absoluto de natalidade,
com apenas
105 351 nascimentos. Isto
quer dizer que, em 2006, nasceram
menos 57 323 bebés do que seria necessário para que o Índice Sintético
de Natalidade (ISN) fosse de 2.1 filhos por mulher em idade fértil. O défice
total de crianças e jovens atingiu o número de cerca de
940 000 desde 1982, último ano em que o ISN (...) LER TUDO
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Encruzilhada de Caminhos
[por Luísa Amaral]
É
facto já conhecido do público em geral: a «Editorial
Caminho» mudou de proprietário. Alienada
a sua participação na «MediaCapital»,
Miguel Pais do Amaral «partiu para outra», ainda que com
contornos não muito distanciados dos que do antecedente
enformavam a sua actuação concentracionária na
área do (ainda que pequeno) mundo editorial português. A
grande surpresa foi a disponibilidade do Partido Comunista Português
(PCP) em abrir mão de uma referência sua. (...) LER TUDO
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Anti-Política
[por Eduardo Silvestre dos Santos]
O conhecimento político tende a ser construído a partir
de locais e posições de poder político,
económico e cultural. Porém, existem milhares de
histórias alternativas que podem ser contadas da perspectiva
daqueles que resistem ao Estado e às suas práticas
políticas. Estas histórias de resistência podem
caracterizar-se como “política dos níveis
inferiores”, saídas de posições sociais
subalternas que desafiam a hegemonia política, económica,
militar e cultural do Estado e das suas elites. Em contraste com a
Política, a Anti-Política acentua o papel das ideias, a
capacidade dos seres humanos em fazer escolhas e de defender essas
escolhas, bem como a possibilidade de mudança, (...) LER TUDO
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O Aborto
[por Luís Atapalha]
Num
momento em que o lamaçal do Ministério da Saúde
tem como pano de fundo um cenário sintetizado pela ilustração
ao lado, o
Governo decide facilitar (sic) o acesso ao aborto isentando
quem o queira fazer de taxas moderadoras. Ainda no sentido de
contribuir para facilitar o processo, como relata a Lusa, o Infarmed
vai conceder uma autorização excepcional a uma empresa,
de que transparentemente se esconde o nome, para que o fármaco
abortivo Mifepristone esteja disponível no mercado nacional. A
nova camuflagem da velha RU-486 que tantas mortes tem provocado vai
assim ser la pièce de résistance dos
instrumentos abortivos. E, sendo o aborto para os socretinos uma
questão essencialmente ideológica, não se espere
que os agentes aborteiros se preocupem em avisar as candidatas (...) LER TUDO
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