Ano II - Nº 9, Setembro/Outubro de 2007
Alameda Digital
Ideologias
SÉTIMA ARTE
Pelo Autor é que Vamos

por João Marchante

O criador dos filmes é o realizador. Para que meio-mundo acreditasse nisto, foi necessário os «jovens turcos» dos Cahiers du Cinéma produzirem vasta teoria sobre a matéria, vertida em letra de forma em artigos na sua referida revista. Deles, falaremos aqui um destes dias.

Cá para mim, no entanto, quem tivesse «olhos de pensar» já teria percebido, ao ver os grandes filmes da época de ouro de Hollywood (por exemplo), que, embora agrupados em géneros — categorias de produção industrial, mas também estéticas —, as ditas fitas tinham uma «assinatura», toda ela «marca d’água» autoral, por parte do realizador. Faça-se o teste: entremos numa sala vendados (sem saber ao que vamos, olhos e ouvidos tapados); depois, recuperados os dois sentidos, e após dois minutos de exibição em contacto áudio-visual com a película, tentemos adivinhar quem é o seu realizador. Ah!, pois é. Parece-me que quem for verdadeiramente cinéfilo — amigo do Cinema — e tiver uma cultura filmográfica à altura, logo acertará na mouche: Antonioni, Bergman, Hitchcock, Kubrick, e por aí fora, têm marcas de tal forma fortes que ninguém que ame verdadeiramente a Sétima Arte poderá confundi-los entre si.

Esta conversa toda tem por objectivo servir de introdução a uma abordagem — infelizmente pouco canónica para os padrões académicos culturalmente correctos — da História do Cinema através da Vida e Obra dos Autores. Bem sei que não podemos ignorar as três grandes épocas: mudo, sonoro e moderno; nem as principais correntes: expressionismo alemão, impressionismo francês, mudo soviético, etc; nem tão pouco os géneros clássicos, que atingem o paradigma nos E. U. A. com os seus «géneros indígenas»: Western, Gangsters, Musical. Porém, olhando mais longe, proponho que revisitemos esta História de uma Arte (a «Sétima») com mais de cem anos, tendo os realizadores — grandes mestres técnicos e criadores estéticos — como fios-condutores.

Assim o farei, já a partir do próximo número desta revista, com «A», de Alfred Hitchcock. Até lá: suspense.

As ideologias: ocaso ou eclipse?
Os Direitos Humanos: a Ideologia do Presente
Notas sobre a “Ideologia”
Direita e Esquerda
O bombista suicida, o conflito indirecto e o relojoeiro cego
Um desafio para o nosso tempo
Si non è vero…
Hipnoses
Ideología, revolución y post-revolución: el ejemplo británico
A trági-comédia nacionalista

A natalidade em Portugal
Encruzilhada de Caminhos
Anti-Política
O Aborto
Duas Notas Soltas: Do concurso “Os Grandes Portugueses“ e da justificação do Dr. Almeida Santos ao “Deserto“ do Ministro Mário Lino

A saga da Constituição Europeia
Hong Kong: Dez anos à procura de uma nova identidade

Um César das Letras e da Portugalidade
Clínica das letras
Pelo Autor é que Vamos
Carlos Eduardo de Soveral, Presente!
Desculpe... cheguei atrasado!
Mais Um Adeus
Soberano Soveral

Iberismo – uma aproximação
Revisitar Mouzinho de Albuquerque
Macau, a potente plataforma lusófona na Ásia: “Das lusas vantagens no Extremo-Oriente”
O Heroísmo dos Grandes Portugueses no Oriente

Editorial
Ecos da blogosfera
Capa

Nacional Internacional Cultura História Ideologias Ficha Técnica Publicidade Contactos Apoie-nos